Sexta, 31 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

23°

Dólar Americano

Carregando...

-

Sexta, 31 Julho 2026

Geral

há 2 anos

A+ A-

Lei sancionada por Lula estabelece que igrejas e líderes religiosos sejam desvinculados na CLT

Medida visa evitar vínculo empregatício e litígios trabalhistas proporcionando segurança jurídica às instituições religiosas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que traz mudanças significativas à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ao estabelecer que não haverá vínculo empregatício entre igrejas e sacerdotes, como padres, ministros, pastores e outros líderes religiosos com atribuições similares.

De acordo com a nova medida, a ausência de relação de emprego será reconhecida mesmo que a pessoa exerça funções relacionadas à administração da entidade religiosa ou esteja em fase de formação.

Sebraetec

A Lei 14.647/23, sancionada pelo presidente Lula, foi publicada sem vetos no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (7). Os proponentes do projeto defendem que a lei tem como objetivo conferir segurança jurídica às instituições religiosas e prevenir a acumulação de ações trabalhistas nos tribunais.

Os responsáveis pelo projeto argumentam também que a adesão a uma crença religiosa reflete um chamado de ordem espiritual, e não um desejo de ser remunerado por serviços prestados, como é comum em atividades seculares.

A origem da lei está no Projeto de Lei 1096/19, apresentado pelo deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP) e pelo ex-deputado paulista Roberto Alves. O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados no ano passado e no Senado no último mês de julho.

Segundo Carvalho e Alves, "a inexistência de vínculo empregatício ocorre pelo fato de que o líder religioso desempenha suas atividades em prol da fé, uma missão abraçada por convicção ideológica, diferenciando-se, assim, dos trabalhadores eclesiásticos com vínculo empregatício".

Veja também