A Semana do Pescado 2026 terminou com alta de 30% a 35% nas vendas em Mato Grosso do Sul, na comparação entre os períodos de 1º a 15 de agosto e de 1º a 15 de setembro. O resultado, segundo o setor, ficou próximo ao registrado no ano passado e atendeu às expectativas da campanha.
A movimentação alcançou diferentes categorias de pescado, incluindo filés, cortes, peixes inteiros e produtos semiprontos. Segundo Cleuber Linares, todos os itens registraram aumento na procura durante a campanha.
“Foi muito bom, resultado excelente. Não teve assim um ou outro que vendeu mais, todos eles tiveram uma crescente na venda”, afirma.
De acordo com o balanço, o crescimento não ficou restrito aos produtos que estavam em promoção. Itens fora das ofertas também tiveram boa procura, contribuindo para o resultado da quinzena.
A primeira semana, entre 1º e 7 de setembro, concentrou o maior movimento. Segundo a avaliação do setor, o período também teve maior exposição da campanha na mídia. A segunda semana manteve um ritmo positivo de vendas.
Procura por produtos prontos
As pastelarias também registraram aumento no movimento, principalmente na procura por pastéis de peixe. Pacu, tilápia e pintado estiveram entre os produtos com boa aceitação.
Segundo Cleuber, parte dos consumidores chegou aos estabelecimentos motivada pela divulgação da Semana do Pescado, ampliando o movimento durante a campanha.
Outra tendência observada foi o crescimento da procura por produtos semiprontos. Peixes temperados e recheados e o bolinho de pacu, incluído entre os itens promocionais, tiveram boa saída.
“A gente percebeu que isso aí alavancou, tá? Alavancou, que nem o peixe temperado e recheado, ele teve uma venda boa, os bolinhos, mesmo o bolinho de pacu, que entrou na promoção, teve uma venda muito boa”, explica.
Para o setor, a procura por produtos que exigem menos preparo acompanha uma mudança no comportamento dos consumidores, que buscam mais praticidade na hora de preparar o pescado.
Peixe nativo ganha espaço
A programação da Semana do Pescado também aproximou a campanha da cadeia produtiva regional. Em Três Lagoas, o superintendente Federal da Pesca e Aquicultura em Mato Grosso do Sul, Marcelo Heitor, visitou a Pirakuá Pescados, empresa que atua no beneficiamento de peixes nativos.
Durante a visita, Marcelo destacou a atuação da empresa com espécies nativas do Estado e a participação feminina na operação. Segundo ele, cerca de 90% da mão de obra do frigorífico é formada por mulheres.
“A Piraquá é o único frigorífico do Mato Grosso do Sul que abate peixe nativo, os peixes nativos do Mato Grosso do Sul e cerca de 90% da mão de obra do frigorífico é de mulheres, são as mulheres no mercado do pescado!”, afirmou.
A empresa também apresentou produtos desenvolvidos para ampliar o consumo de peixe nativo. A costelinha sem espinha é atualmente o carro-chefe, enquanto versões empanadas e prontas para o preparo, como costelinha e filézinho, estão em desenvolvimento.
Segundo o proprietário da Pirakuá, Luiz Acorci, a diversificação busca aumentar a presença do peixe nativo no mercado.
“Mais uma inovação com peixe nativo, com o peixe pantaneiro nosso. Isso não existia. Era só tilápia, tilápia, tilápia, nada contra, mas tem o valor do nosso peixe”, disse.
A empresa também trabalha na expansão comercial para outros mercados. Segundo Acorci, ele vem negociando diretamente com redes atacadistas do Estado de São Paulo.
A operação da Pirakuá alcança cerca de 240 toneladas de abate por ano, utiliza aproximadamente 390 toneladas de ração e trabalha com 150 mil alevinos anualmente.
O balanço da Semana do Pescado mostra aumento nas vendas e também mu

