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Mato Grosso do Sul

há 2 semanas

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Suinocultura teve crescimento de 19,4% com relação ao ano passado

A suinocultura vem apresentando crescimento consistente em Mato Grosso do Sul, segundo Boletim Econômico do Sistema Famasul, referente ao mês de junho.

Nos cinco primeiros meses de 2026, o Estado produziu 1,64 milhão de suínos destinados ao abate, crescimento de 19,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Alems

Segundo o levantamento, o desempenho também se reflete no mercado externo. As exportações de carne suína in natura somaram US$22,5 milhões entre janeiro e maio, alta de 57,6% na receita e de 60,7% no volume embarcado em comparação com 2025.

As Filipinas seguem como principal destino da carne suína de Mato Grosso do Sul, seguidas por Argentina e Hong Kong. Um dos destaques do período é o crescimento expressivo das compras argentinas, que avançaram mais de 300% no comparativo anual, indicando maior diversificação dos mercados compradores.

No entanto, o boletim também registra um movimento de ajuste no mercado interno. Em maio, o preço do suíno vivo ficou em R$5,70/kg, recuo de 3,4% frente a abril e 15,6% abaixo do mesmo período de 2025. O comportamento está relacionado ao aumento da oferta, em um cenário de reorganização da produção.

De acordo com a análise da técnica da Famasul, Eliamar Oliveira esse movimento de produção mais forte, quando não acompanhado na mesma intensidade pela demanda interna, tende a pressionar os preços no curto prazo. Por outro lado, o mercado externo tem atuado como importante fator de equilíbrio.

A técnica ressalta o bom desempenho das exportações, impulsionado pela maior competitividade da carne brasileira, e destaca que o fator climático tende a favorecer também o consumo no mercado interno, contribuindo para sustentar os preços ao produtor.

“Esse período de inverno é favorável para o consumo da carne suína. Portanto, a combinação entre a demanda externa aquecida e a expectativa de fortalecimento do consumo doméstico cria um ambiente mais favorável para reverter esse movimento de queda nos preços ao produtor”, analisa Eliamar.

Desta forma, a expectativa é de que a combinação entre maior demanda doméstica e o bom desempenho das exportações contribua para a recomposição do equilíbrio de preços ao produtor nos próximos meses.

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