A Bolsa de Valores de Xangai encerrou março com forte desvalorização, acumulando perdas de 6,5% no período — o pior resultado mensal desde o início de 2022. O desempenho negativo ocorre em meio ao aumento das preocupações globais com os impactos econômicos do conflito no Oriente Médio.
O cenário de instabilidade tem como principal fator a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que continua pressionando o mercado internacional de petróleo e ampliando a aversão ao risco entre investidores.
Mercados ignoram sinalizações políticas
Mesmo com declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, indicando a possibilidade de um acordo para encerrar o conflito com o Irã, os mercados asiáticos mantiveram o viés negativo, demonstrando cautela diante das incertezas.
No fechamento desta terça-feira (31), o índice de Xangai recuou 0,8%, aos 3,8 mil pontos. O CSI300, que reúne grandes empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,93%, enquanto o Shenzhen Composto registrou queda de 1,81%.
Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve leve alta de 0,15% no dia, mas ainda assim acumulou perda de 6,9% em março, seu pior desempenho desde janeiro de 2024.
Quedas se espalham pela Ásia
O movimento de baixa também atingiu outras bolsas do continente. Em Tóquio, o índice Nikkei fechou o dia em queda de 1,58%. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 4,26%, enquanto o Taiex, de Taiwan, apresentou desvalorização de 2,45%.
O desempenho conjunto evidencia um ambiente de instabilidade nos mercados asiáticos, influenciado principalmente por fatores externos e pelo aumento das tensões geopolíticas globais.


