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Economia

há 5 meses

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Contas públicas brasileiras pioram em 2025 com déficit, rombo em estatais e dívida em alta

Setor público encerra o ano no vermelho, enquanto empresas estatais registram perdas e dívida bruta se aproxima de 79% do PIB

O Brasil fechou 2025 com indicadores fiscais negativos, segundo dados oficiais divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (30). O setor público consolidado – que inclui governo central, estados, municípios e estatais – registrou um déficit primário de R$ 55 bilhões, enquanto as estatais federais acumularam rombo histórico e a dívida pública bruta alcançou 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), apontando piora nas contas públicas em relação ao ano anterior.

Resultado fiscal e desempenho das contas públicas

Em 2025, as contas públicas brasileiras fecharam no vermelho: o setor público consolidado obteve um déficit primário de R$ 55,021 bilhões, equivalente a 0,43% do PIB. Esse foi o resultado mais negativo desde 2023 e superior ao deficit de R$ 47,5 bilhões registrado em 2024, segundo o último relatório “Estatísticas Fiscais” do Banco Central.

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O déficit primário ocorre quando as despesas do setor público superam as receitas, sem considerar os gastos com juros da dívida. O resultado negativo foi puxado principalmente pelo governo central, que registrou um saldo negativo de R$ 58,7 bilhões, enquanto estados e municípios apresentaram superávit de R$ 9,5 bilhões. As empresas estatais também tiveram saldo negativo, contribuindo com R$ 5,9 bilhões para o rombo total.

Estatais federais no vermelho

As empresas estatais federais – excluindo gigantes como Petrobras, Eletrobras e bancos públicos – registraram um déficit recorde em 2025, de acordo com os dados mais recentes do Banco Central e reportagens especializadas. Esse rombo se apresenta como o maior da série histórica para o ano, pressionado por dificuldades operacionais e pela necessidade de aporte de recursos públicos para manter a atividade de algumas companhias.

Embora diferentes metodologias possam resultar em números distintos, especialistas e levantamentos independentes têm apontado que o saldo negativo das estatais está entre os mais elevados dos últimos anos e representa um peso adicional para as contas públicas no momento em que o governo busca controlar despesas e ajustar o orçamento.

Dívida pública avança em meio a juros altos

Outro indicativo da deterioração fiscal foi a expansão da dívida pública bruta do governo geral, que representa a soma dos débitos do governo federal, INSS, estados e municípios. Essa dívida subiu para 78,7% do PIB em 2025, segundo o Banco Central, impulsionada principalmente pelos juros nominais apropriados e pela relação entre crescimento econômico e evolução das obrigações do Estado.

O aumento da dívida pública em proporção ao PIB ocorre em um contexto de taxas de juros historicamente elevadas, que pressionam ainda mais os gastos com encargos financeiros e reduzem o espaço fiscal para investimentos e políticas públicas.

Desafios fiscais e perspectivas

Especialistas avaliam que os números de 2025 refletem desafios estruturais das contas públicas brasileiras, incluindo a rigidez de gastos obrigatórios, o impacto de juros altos e o desempenho negativo de certas empresas estatais. A combinação desses fatores amplia a necessidade de políticas voltadas ao controle do endividamento e ao equilíbrio fiscal no médio prazo.

“A trajetória das contas públicas em 2025 mostra que o país precisa intensificar o debate sobre sustentabilidade fiscal e mecanismos de ajuste que possam reduzir déficits recorrentes e conter a expansão da dívida”, afirmam analistas do setor financeiro.

Continua a leitura nas próximas semanas após os dados finais do Tesouro Nacional e projeções de instituições econômicas privadas, que devem complementar o diagnóstico sobre a situação das finanças públicas brasileiras ao longo de 2026.
 

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