Mato Grosso do Sul deu mais um passo estratégico na consolidação de sua matriz energética sustentável com o anúncio de R$ 2,36 bilhões em investimentos privados destinados à construção de três novas unidades industriais. O projeto inclui uma planta de biometano e duas usinas dedicadas à produção de etanol de milho, ampliando a participação do Estado no mercado de biocombustíveis.
As novas unidades devem elevar de forma expressiva a capacidade produtiva regional. Cada usina de etanol de milho terá potencial para processar mais de 500 mil toneladas de grãos por safra, resultando em cerca de 250 milhões de litros de etanol ao ano. Já a planta de biometano utilizará resíduos agrícolas para gerar 28 milhões de metros cúbicos do combustível limpo por safra.
O anúncio reforça o ritmo acelerado de expansão do setor no Estado. Desde 2023, a empresa responsável já havia projetado um plano de R$ 3 bilhões para ampliar áreas agrícolas, modernizar estruturas industriais e fortalecer sua base produtiva em MS.
A administração estadual avalia que os investimentos chegam em um momento crucial. Políticas de descarbonização, incentivos à restauração florestal e mecanismos de mercado de carbono, como o REDD+ Jurisdicional, vêm posicionando Mato Grosso do Sul como referência nacional. O governo prevê lançar em janeiro um edital para comercialização de créditos, com interesse de fundos internacionais.
O setor de biogás também cresce acima da média nacional. Em um ano, o número de plantas industriais no Estado saltou de 59 para 83 , avanço de 41% , impulsionado pelo programa MSRenovável. Atualmente, três instalações de biometano já operam em MS, somando mais de 8 milhões de metros cúbicos de capacidade anual.
Com ampliação industrial, geração de empregos e avanço em energia limpa, o Estado reforça sua presença no mapa da transição energética e mantém a meta de alcançar a neutralidade de carbono na próxima década.


