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Fazenda

há 7 meses

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Haddad detalha isenção de impostos para proteína animal e volta a defender a reforma tributária

Ministro afirma que novo modelo de IVA reduzirá custo de vida, desonerará investimentos e ampliará competitividade da indústria

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, utilizou a abertura do Salão do Automóvel, em São Paulo, para reforçar a defesa da reforma tributária e apresentar novas medidas previstas no modelo do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Segundo ele, todos os produtos de proteína animal — como carnes, leite e ovos — ficarão totalmente livres de tributação quando o novo sistema entrar em vigor. A medida, segundo o governo, busca aliviar as despesas das famílias e simplificar o conjunto de tributos vigentes.

Durante o evento, Haddad também explicou que a estrutura do IVA desonerará investimentos da indústria automobilística, retirando a cobrança de impostos sobre máquinas, equipamentos e instalações. Ele afirmou ainda que as exportações do setor serão totalmente isentas, o que, na avaliação do ministro, deve estimular o processo de reindustrialização do país. “Investimentos ficarão livres de tributação, e as vendas ao exterior serão 100% desoneradas”, ressaltou.

O ministro reiterou que a cesta básica nacional terá isenção completa, incluindo a proteína animal, ponto defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Haddad argumentou que a redução direta de impostos sobre alimentos essenciais representa um alívio imediato para o orçamento dos consumidores. Segundo ele, a reforma cria benefícios não só para o setor produtivo, mas também para o consumo das famílias.

Haddad anunciou ainda que o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil será sancionado pelo presidente Lula na próxima semana, com vigência a partir de 1º de janeiro. “Quem recebe até R$ 5 mil deixará de pagar Imposto de Renda”, afirmou.

Ao comentar os impactos da política econômica, Haddad disse acreditar que o Brasil sairá do grupo das dez nações mais desiguais do mundo no próximo cálculo do Índice de Gini. Ele atribuiu a projeção à valorização do salário mínimo e à atualização da tabela do Imposto de Renda, medidas que, segundo o ministro, contribuíram para reduzir disparidades de renda no país.
 

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