As especulações sobre a volta do horário de verão, possivelmente já em novembro, reacenderam debates nas redes sociais, mas o governo federal confirmou que não há planos de reativar a medida em 2025. Suspenso desde 2019, o adiantamento dos relógios em uma hora segue sendo avaliado, mas sem definição para este ano.
Em nota ao portal Metrópoles, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que o tema é “permanentemente monitorado”. A pasta destacou que estudos continuam, considerando fatores como pico de consumo, expansão da geração solar e fotovoltaica, e o nível dos reservatórios das hidrelétricas.
O MME afirmou ainda que os reservatórios apresentam evolução “dentro da normalidade” durante o período seco, garantindo uma situação melhor que a do ano passado para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Em reunião realizada em 10 de setembro, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou que a rede está preparada para atender a demanda até fevereiro de 2026 sem risco de desabastecimento.
Origem do horário de verão
O horário de verão foi criado para reduzir o consumo de energia elétrica durante o pico — momento em que muitas pessoas chegam em casa e ligam aparelhos simultaneamente. O adiantamento de uma hora permitia que atividades do início da noite fossem realizadas com luz natural.
Antes da suspensão em 2019, a medida valia de outubro a fevereiro em estados como Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.
O governo reforça que qualquer eventual retomada dependerá de análises técnicas: “Seguimos monitorando o sistema elétrico, e qualquer decisão futura será baseada em dados”, afirmou o MME.
Com isso, a população pode se preparar para mais um verão sem precisar adiantar os relógios.


