Campo Grande caminha para assumir papel de destaque na Rota Bioceânica, corredor que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico por mais de 2,4 mil quilômetros de rodovias, ligando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A expectativa é que o projeto reduza em até 30% os custos logísticos e diminua de 15 a 17 dias o tempo de transporte em comparação com o trajeto tradicional pelo Porto de Santos.
Na última semana, a Câmara Municipal promoveu audiência pública para discutir a criação da Lei Municipal do Corredor Bioceânico, iniciativa que pretende preparar a cidade para aproveitar plenamente os impactos da rota. Especialistas e autoridades destacaram que o protagonismo da Capital dependerá de planejamento e investimentos em infraestrutura, logística e parcerias internacionais.
Entre as propostas debatidas estão:
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Definição de áreas para centros logísticos e pátios de triagem;
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Melhorias nos acessos ao anel rodoviário;
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Implantação de sinalização bilíngue;
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Criação de centro de atendimento ao turista e ao transportador;
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Valorização da cultura sul-mato-grossense no roteiro internacional.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, destacou que o projeto terá impacto direto na economia e na vida da população:
“Estamos falando de um corredor que vai encurtar distâncias, reduzir custos e abrir novos mercados para nossas empresas. Além da dimensão econômica, a Rota terá impacto social, com geração de empregos e fortalecimento de Campo Grande como centro estratégico da integração latino-americana.”
Mais do que aproximar geografias, a Rota Bioceânica reposiciona Campo Grande no cenário global, ampliando sua competitividade, atraindo investimentos e impulsionando o desenvolvimento econômico e social da região.


