O Brasil superou a marca de 400 novos mercados internacionais abertos desde o início de 2023, com o anúncio da autorização para exportar carne bovina, produtos cárneos e miúdos para São Vicente e Granadinas. A nova negociação sanitária eleva o total de aberturas nesta gestão a 403, consolidando a estratégia de diversificação do comércio exterior brasileiro.
O destaque vai para mais de 80 mercados abertos para proteínas animais, mais de 30 para o setor de reciclagem animal e mais de 20 voltados a frutas brasileiras. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), essas conquistas são resultado de articulação técnica e diplomática, com participação de adidos agrícolas, ministérios e o setor produtivo.
“Esses acessos são resultado de uma construção que alia negociação e parte técnica. Um trabalho muitas vezes silencioso e contínuo”, afirmou Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa. “Não se trata apenas de onde podemos vender hoje, mas de onde poderemos vender também amanhã”.
Destaques das aberturas recentes:
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Sorgo para a China (2024) – Potencial de US$ 35,6 milhões
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Gergelim para a China (2024) – Estimativa de US$ 142,6 milhões
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Carne bovina para o Vietnã (2025) – Potencial de US$ 183 milhões
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Carne suína para o México (2023) – US$ 102 milhões exportados em 2024
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Abacate Hass para o Japão (2024) – Estimativa de US$ 570 mil
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Farinha de aves para a Indonésia (2023) – US$ 17 milhões exportados em 2024
Exportações em alta
Somente no primeiro semestre de 2025, o agronegócio brasileiro exportou US$ 82,8 bilhões, mantendo o patamar do ano anterior. Produtos menos tradicionais já apresentam crescimento de 21% no acumulado do ano, resultado direto da política de diversificação de destinos e da ampliação de nichos.
Atualmente, o Brasil mantém 40 adidos agrícolas em 38 países, com aumento de 38% no número de representantes somente no último ano. Desde 2023, o Mapa participou de 110 missões internacionais.
“São espaços de diálogo com o mundo que reduzem riscos, ampliam previsibilidade e garantem competitividade para o produtor brasileiro”, destacou Rua.


