Os produtores de soja de Mato Grosso do Sul estão no vermelho nesta safra. Com uma produtividade média de 51,1 sacas por hectare e um custo de produção de 51,7 sacas, a colheita não cobriu os investimentos feitos no plantio. O Estado registrou a segunda maior quebra do Brasil, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul, segundo o Rally da Safra, da consultoria Agroconsult.
A estiagem foi o principal fator para o resultado negativo, afetando especialmente a região sul. Em Douradina, por exemplo, a produtividade despencou para 19,33 sacas por hectare. Por outro lado, municípios do nordeste do Estado, como Cassilândia e Alcinópolis, tiveram uma safra bem acima da média, com 83,66 e 82,06 sacas por hectare, respectivamente.
O levantamento da Agroconsult mostrou que a diferença de produção entre os estados brasileiros chegou a 12,5 milhões de toneladas entre janeiro e março. Enquanto Goiás e Mato Grosso ampliaram suas projeções, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina registraram perdas.
Até março, segundo a Famasul e o Siga-MS, 86,6% da área plantada já havia sido colhida, mas 51% das lavouras foram classificadas como ruins ou regulares, reflexo da falta de chuvas nos meses cruciais para o desenvolvimento dos grãos.
A quebra na safra preocupa não só os agricultores, mas toda a economia do Estado, impactando o comércio de insumos, exportações e arrecadação tributária. O setor agora aguarda a finalização dos números da colheita para mensurar os prejuízos e buscar alternativas para a próxima temporada.

