Mato Grosso do Sul está prestes a dar um passo decisivo para modernizar sua infraestrutura logística com a concessão da Hidrovia do Paraguai. O projeto, que será o primeiro do tipo no Brasil, promete otimizar o transporte de cargas, reduzir custos e garantir maior controle ambiental sobre o Pantanal.
O tema foi debatido nesta terça-feira (6) em audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em Brasília. Representando o Estado, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, destacou que a concessão vai melhorar a eficiência da hidrovia e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
A hidrovia abrange 600 km entre Corumbá e a foz do Rio Apa, em Porto Murtinho, incluindo o Canal do Tamengo. Nos primeiros cinco anos, o contrato prevê investimentos de R$ 63,8 milhões em dragagem, derrocagem, balizamento e monitoramento do tráfego hidroviário. O prazo da concessão será de 15 anos, com possibilidade de prorrogação.
Desenvolvimento sustentável e impacto econômico
Verruck ressaltou que a hidrovia transportou mais de 9 milhões de toneladas de mercadorias no último ano e que sua modernização trará ganhos significativos sem prejudicar o meio ambiente. “Haverá monitoramento em tempo real das embarcações e um forte controle ambiental, com 40% do investimento voltado para essa área”, afirmou.
A audiência contou com a participação de representantes do setor portuário, mineração e autoridades municipais. A expectativa é que a concessão seja concluída até dezembro, consolidando a hidrovia como um eixo estratégico para a economia estadual e fortalecendo a integração comercial com a Bolívia.

