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Mundo Carro

há 2 anos

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A Coluna mudou.

Olá, leitores. Como dito antes, essa coluna nasceu com o propósito de falarmos sobre “carros”, aquelas máquinas que nos despertam todos os tipos de sentimentos.

Porém, acho que não falei que mais que apaixonado por carros, sou um apaixonado por tudo que possui motor.

Alems

Minha mãe (Cleide) nunca cansa de relembrar que eu, quando ainda de tenra idade, adorava ver a máquina de lavar da casa dela, “trabalhando”. Ela sempre repete: “Você gosta de coisas que tem motor e que giram desde pequeno”.

Assim, este apaixonado por carros resolveu que também vai utilizar desse espaço para falar das outras minhas outras paixões “motorizadas”, como as motocicletas e veículos com vocação para o mundo fora de estrada.

Não à toa, sou jipeiro e motociclista efetivamente praticante há vários anos.

Assim, embora recém-nascida, a presente coluna também vai falar não somente os carros, mas também sobre as motocicletas e os veículos de fora de estrada. 

E como de costume, só falarei daquilo que verdadeiramente experenciarei pessoalmente, pois aqui nessa coluna, a teoria não tem vez.

Assim, de “Mundo Carro”, este espaço irá se transformar em “Mundo Motor”.

E logo nessa edição de anúncio de mudanças, já falarei de um veículo que pra mim, é mais que especial. É especialíssimo, em verdade.

Se trata do Jeep Wrangler.

Mas não é qualquer Jeep Wrangler. É o Jeep Wrangler que foi do meu saudoso pai, Romero Osme Dias Lopes.

Quando iniciei no mundo do Jeep, em fevereiro de 2011, meu pai, aventureiro que sempre foi, logo em abril do mesmo, comprou o Jeep Wrangler dele, na versão UNLIMITED (4 portas) e na maravilhosa cor amarela. 

Quando da compra, fui com ele buscar o Jeep na concessionária, oportunidade em que tirei a fotografia abaixo, onde meu primogênito de apenas 3 anos à época, sentou-se no para-choque. 

Quando meu pai faleceu em 2018, comprei a cota parte do Jeep que pertenceria aos meus irmãos, com um único objetivo: o de tê-lo comigo para o resto da minha vida! E assim está sendo.

Voltando ao Jeep Wrangler (o “Yellow Submarine”, uma alusão ao clássico dos Beatles, banda que meu pai era literalmente fascinado), trata-se de um veículo de robustez construtiva, charme e versatilidade indiscutível, cujo sucesso se faz presente no planeta inteiro.

Ele está para o mundo do off road americano, como o Land Rover Defender está para o off road Britânico.

Aliás, são os dois maiores ícones dos veículos de fora de estrada, do mundo moderno.

Mas o Land Rover Defender ainda terá sua vez nessa coluna. Por hora, voltemos ao Jeep Wrangler.

A unidade em questão é um Jeep Wrangler 2011, versão Unlimited (4 portas), cujo powertrain traz um motor de 6 cilindros à gasolina, com “modestos”, porém eficientes 205 cavalos, com câmbio automático e tração nas quatros rodas (claro).

O conjunto de suspensão, um dos destaques que o torna um dos veículos mais versáteis para o fora de estrada, possui eixos rígidos tanto na frente, quanto na traseira, o que lhe permite explorar diversas formas de upgrade, não somente na elevação do conjunto de suspensão e carroceria, mas também do tamanho de rodas e pneus.

No design, conserva as linhas quadradas, mas extremamente harmoniosas, marca registrada do fabricante desde os idos de 1942.

O interior embora replique as mesmas linhas quadradas, mesmo após 13 anos da sua remodelação (quando a Jeep comemorou 70 anos), ainda se apresenta bastante agradável e harmonioso, com todos os volantes à mão e diversos detalhes retrôs.

“Ao volante”, é um veículo extremamente prazeroso de dirigir e, ao contrário do que a maioria pensa, é extremamente confortável e macio. Não raras vezes as pessoas perguntam: “é dura a suspensão?” Eu logo respondo: não é nada dura, ao contrário, é muito mais macia que a maioria dos carros e camionetas. 

O motor, como disse, traz modestos 205 cavalos, o que é pouco para esse “grandalhão” de 2 toneladas, principalmente quando se está na rodovia. Em contrapartida possui um torque razoável e dá bastante conta do recado quando a utilização se dá no terreno para o qual mais “gosta” de estar, que é o fora de estrada.

No quesito versatilidade o Jeep Wrangler reina sozinho no mercado.

Ele vem com tetos de fibra removíveis, podendo contemplar a retirada somente das partes dianteiras ou de todo o teto, tornando-se um completo jipe conversível. Ainda, vem de fábrica com uma capota opcional de lona, com janelas de plástico, tal qual nos antigos e ainda encantadores Willys.

As portas são completamente removíveis, o que intensifica a experiência do motorista e dos passageiros, principalmente quando somada com a remoção total do teto, se tornando um verdadeiro “Jeep raiz”.

Pra completar o “pacote raiz”, com um pouco de trabalho e alguns parafusos removidos, é possível descer o para-brisas ao nível do capô, completando o visual dos Jeep Willys militares.

Os modelos pós 2012 receberam motorização mais forte (um Pentastar 6 cilindros 3.6 de 284 cv, à gasolina) e um câmbio com uma marcha a mais (cinco, ao total), ao passo que as versões de 2019 em diante sofreram mudança de modelo e inclusão de uma versão com motor 2.0 de quatro cilindros, à gasolina sobrealimentado por turbina, gerando 270 cavalos.

O Jeep Wrangler é um modelo apaixonante e que chama a atenção de adultos e crianças por onde passa, principalmente quando “recheadas” de acessórios e modificações estéticas.

É literalmente um “brinquedão”.

Mas este Wrangler da matéria, podem tirar os olhos, pois é meu e nunca estará à venda, rsrsr.






Bruno Romero (advogado e apaixonado pelo mundo dos motores).

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