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Mundo Carro

há 3 anos

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Uma experiência ao volante do Dodge Challenger: um clássico, um ícone, um sonho

Quem me conhece sabe que além da minha paixão pela advocacia (que habita meus pensamentos desde a tenra juventude), os carros literalmente me fascinam. Como filho de magistrado, não saberia dizer qual paixão surgiu primeiro, o Direito ou os carros. Mas deixemos o Direito de lado, pois essa é uma coluna sobre carros.

Há um senso comum que diz que nós brasileiros somos todos apaixonados por carros. Isso é meia verdade.

Alems

Há sim os que gostam de carros, mas não todos.

Eu costumo dizer que a maioria dos brasileiros gostam mesmo é de “automóvel”, estes classificados por mim de forma literal como sendo “qualquer veículo que, movido a motor (não importando aqui sua matriz energética), se destina ao transporte de pessoas ou cargas”.

Mas existe uma parcela menor que gosta realmente de “CARRO”. E eu trago aqui a palavra “carro”, propositadamente em caixa alta, justamente para diferenciá-los dos demais.

E não há problema algum no fato de que a maioria da população não nutra pelos “carros”, nenhum sentimento que se assemelhe à paixão. É que, na verdade, o automóvel é um produto prioritariamente de “massa”, feito para atender a necessidade de locomoção das pessoas.

Nessa coluna, o leitor não verá conteúdos sobre “automóveis”, mas somente sobre “carros”, pois este colunista faz parte da parcela apaixonada por estas obras de arte sobre rodas.

Aqui, falarei sobre o “carro” produto de nicho de mercado, cujo objetivo das montadoras está muito mais focado na fixação da imagem da marca em determinado segmento do que a obtenção do lucro, propriamente dita. Aliás, os carros de nicho, em sua grande maioria, sequer dão lucro para os fabricantes/montadoras.

E para inaugurar esta coluna, trago um clássico mundial, representante de uma das categorias mais icônicas do mundo, que é a dos “Muscle Cars”: o Dodge Challenger.

O Dodge Challenger foi introduzido em 1970 como um modelo de carro esportivo de alto desempenho. Seu objetivo era competir com outros modelos de carros americanos, como o Chevrolet Camaro e o Ford Mustang.

Durante os anos 70, o Challenger acumulou uma grande base de fãs devido ao seu estilo musculoso, potência do motor e design incomparável.

Infelizmente, com o aumento das normas de emissões de poluentes e a crise do petróleo, as vendas do Challenger começaram a diminuir e, em 1974, a produção do modelo foi interrompida.

Depois de quase três décadas fora de produção, a Dodge relançou o Challenger em 2008 como um carro conceito, em parceria entre a Daimler Chrysler (Grupo Mercedes). O modelo foi tão bem recebido que a Dodge decidiu fazer dele um modelo de produção em série.

Assim, foi relançado em 2008 e teve como base a plataforma LX da Mercedes, a mesma do “Classe S”, o que facilmente se denota pelo tamanho de sua carroceria, sua robustez construtiva e seu indiscutível conforto, mesmo sendo um carro de alto desempenho.

O carro dessa edição é um Dodge Challenger R/T ano 2012, com motor HEMI V8 de 5.7 litros e aproximados 370cv, na clássica cor preta. Mais icônico, impossível!

Ao volante, é um carro incrivelmente confortável, filtrando muito bem as irregularidades e aspereza do asfalto. A direção, embora não seja tão direta (é hidráulica), faz bem o seu papel de conduzir o “grandalhão” nas trocas de faixa e até nas “tocadas” mais “soviéticas”. O motor, ah, o motor... Um gigante de 5.7 litros e 8 (oito) cilindros em “V”, cuja sinfonia (esta unidade está equipada com um “Cat-Back” da Magnaflow Performance) desperta a atenção por onde passa, acelerando os batimentos cardíacos do condutor e dos passageiros. Todo esse conjunto é completado com a “cereja do bolo”, que é a caixa de marchas manual de seis velocidades, que possui as quatro primeiras marchas “maliciosamente” escalonadas para proporcionar ao condutor experiências inigualáveis! Já as quinta e sexta marchas dão à máquina o equilíbrio perfeito entre economia (guardadas as devidas proporções) e o necessário conforto para longas viagens. A somatória de tudo isso é um carro absolutamente equilibrado, estável, que acelera e freia muito bem e que, ao contrário de outros “muscles”, pode ser conduzido na cidade, no dia a dia, de forma satisfatória.

No design, o Challenger é uma unanimidade, pois equilibra o design moderno ao mesmo tempo em que conserva todo o conceito dos modelos da década de 1970. A frente traz os clássicos quatro faróis redondos e a grade enorme, todos recuados para dentro, em relação à linha final do capô. Na visão lateral conserva a proporção construtiva dos anos 70, com a frente proporcionalmente maior e linhas de cintura alta. Na traseira, a clássica lanterna que atravessa de um lado a outro, com a icônica luz de ré ao centro. O interior, por fim, traz requinte e modernidade, porém sempre mantendo sua aparência clássica.

Sem dúvida, um dos carros incríveis, cuja experiência ao volante eu terei o privilégio em guardar para sempre na minha memória.

É um clássico. É um ícone. É um sonho. É um Challenger.

(*) Bruno Romero, advogado é apaixonado por carros

 

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