A suspensão preocupa porque a cirurgia cardíaca pediátrica é um atendimento de alta complexidade e atende crianças que dependem de procedimentos especializados. Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (3), pelo menos três crianças que aguardavam cirurgias na unidade poderão precisar ser transferidas para outro estado.
O Conselho Municipal de Saúde classificou a situação como mais um agravamento da crise enfrentada pela Santa Casa. O órgão afirma que, nos últimos meses, o hospital vem enfrentando problemas relacionados à manutenção das equipes médicas, falta de medicamentos, materiais e insumos, além da redução ou suspensão de atendimentos e procedimentos.
O pedido encaminhado à 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande solicita o acompanhamento urgente da situação envolvendo a interrupção das cirurgias cardíacas pediátricas e a saída dos profissionais. O Conselho também enviou a solicitação ao secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, e ao Conselho Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul.
A crise ocorre enquanto a Prefeitura de Campo Grande, o Governo de Mato Grosso do Sul e a própria Santa Casa discutem medidas para garantir a continuidade dos atendimentos. Nesta quinta-feira, a Sesau anunciou um aporte emergencial de R$ 4 milhões para auxiliar o hospital na compra de insumos. Também foi criada uma força-tarefa, com reuniões técnicas diárias, para acompanhar a situação.
Além disso, a Prefeitura informou que está conversando com outros hospitais contratualizados pelo SUS para avaliar a possibilidade de ampliar temporariamente a oferta de vagas e absorver parte da demanda enquanto a Santa Casa tenta recompor suas equipes e solucionar os problemas que levaram à redução dos serviços

