O Governo de Mato Grosso do Sul vem ampliando ações de conservação no Pantanal por meio do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Bioma Pantanal, que já contempla mais de 112 mil hectares de áreas de vegetação nativa preservadas por produtores rurais.
O PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade remunera proprietários que mantêm excedentes de vegetação nativa além do exigido por lei. Na primeira chamada do programa, 40 propriedades rurais foram contempladas, com repasse de aproximadamente R$ 3 milhões.
Entre os beneficiários está o produtor Diego Vieira, responsável pela fazenda Jaguarte, na região da Serra do Amolar. A propriedade atua na preservação da biodiversidade, com foco na proteção da fauna silvestre e na manutenção dos ecossistemas locais.
Segundo ele, o programa representa um incentivo direto à conservação. “O PSA é uma ferramenta importante para estimular a conservação, pois reconhece e valoriza economicamente os produtores que mantêm áreas preservadas e adotam boas práticas ambientais”, afirmou.
O PSA Bioma Pantanal integra o Fundo Clima Pantanal, criado pela Lei do Pantanal e com aporte anual de R$ 40 milhões do Governo do Estado. O fundo financia ações de preservação, restauração ecológica e apoio a comunidades tradicionais, além de estruturar os programas de pagamento por serviços ambientais.
Além da conservação, o Estado também investe no PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, que já destinou cerca de R$ 6,1 milhões a 13 projetos executados por sete organizações da sociedade civil.
Ao todo, 28 propostas foram apresentadas no primeiro edital do programa de brigadas, sendo 17 aprovadas com recursos de até R$ 500 mil cada. As iniciativas fortalecem brigadas comunitárias e ações de educação ambiental em regiões vulneráveis ao fogo.
A segunda chamada do PSA Conservação está em fase de avaliação e deve ter resultado divulgado no próximo mês, com expectativa de ampliação das áreas protegidas no bioma.


