“Pirarucu Fujona”, como ficou conhecida, ganha casa nova no tanque Rios Grandes, no circuito de aquários do Bioparque Pantanal, em Campo Grande.
O peixe ficou conhecido após uma tentativa inusitada de fuga. No novo espaço, o pirarucu terá como vizinhos peixes como cachara, jaú e arraias, proporcionando ao animal um ambiente compatível com suas necessidades biológicas e comportamentais.
O Bioparque Pantanal possui ambiente planejado para garantir o bem-estar do animal, que será acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por médicos-veterinários, biólogos, zootecnistas e demais profissionais especializados.
Fuga
O peixe, uma fêmea, recebeu o apelido em abril deste ano após pular da caixa de transporte na carroceria de um carro e cair na via, na rua Paulo Coelho Machado.
O proprietário, em entrevistas, informou que usaram uma tela na caixa, uma vez que estava furada.
Durante o transporte, o peixe, que tinha como destino uma exposição, saltou e caiu no asfalto.
Ambiente
Para a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, a chegada da “Pirarucu Fujona” reforça a vocação do complexo como espaço dedicado à educação ambiental.
“Mais do que uma história curiosa que despertou a atenção e o carinho da população, a chegada do animal representa uma importante oportunidade de sensibilização sobre a fauna aquática, a conservação da biodiversidade e a responsabilidade que todos temos na proteção dos ecossistemas”.
A gestora do local ainda destaca um tema ambiental importante, como o impacto que espécies exóticas ou potencialmente invasoras podem causar quando introduzidas em ambientes que não correspondem à sua área de ocorrência natural.
“Por meio da educação ambiental, buscamos conscientizar a população sobre a importância da guarda responsável, do descarte adequado de animais e dos riscos ecológicos associados à introdução de espécies em novos habitats. Transformar uma história que chamou a atenção do público em uma ferramenta de aprendizagem é uma das missões do Bioparque Pantanal”.


