A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta quinta-feira (7) cinco casos de hantavírus ligados ao navio de cruzeiro MV Hondius, embarcação que enfrenta um surto da doença após partir da Argentina no mês passado.
A informação foi divulgada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva de imprensa. Segundo ele, embora o cenário esteja sendo acompanhado de perto pelas autoridades sanitárias internacionais, o risco para a saúde pública global ainda é considerado baixo.
“Estamos cientes de relatos de outros pacientes e pode haver mais casos devido ao longo período de incubação do vírus”, afirmou Tedros.
O navio segue em direção às Ilhas Canárias, na Espanha, enquanto autoridades de diferentes países monitoram passageiros e tripulantes que estiveram a bordo.
Mortes e pacientes em estado grave
Até o momento, três mortes já foram registradas desde o início da viagem: um casal holandês e um cidadão alemão morreram após apresentarem sintomas compatíveis com hantavírus.
Além disso, dois passageiros em estado grave foram retirados da embarcação e levados para tratamento na Holanda, segundo informou a operadora Oceanwide Expeditions.
Os pacientes são:
- um cidadão britânico;
- um alemão de 65 anos;
- e um tripulante holandês de 41 anos.
Um terceiro passageiro, que atualmente não apresenta sintomas, também está sob acompanhamento médico no país europeu.
O que é o hantavírus?
O hantavírus é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados. Em alguns casos específicos, determinadas variantes do vírus podem apresentar transmissão entre humanos.
Os sintomas iniciais incluem:
- febre;
- dores musculares;
- fadiga;
- dor de cabeça;
- náuseas.
Nos quadros mais graves, a infecção pode evoluir rapidamente para complicações respiratórias severas e insuficiência pulmonar.
Autoridades sanitárias internacionais acompanham o caso devido ao potencial de disseminação entre passageiros de diferentes nacionalidades.


