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Saúde

há 3 meses

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Anvisa fecha o cerco contra o uso irregular de canetas emagrecedoras

Diretor-presidente da Anvisa afirma que plano não foi elaborado para restringir a venda ou proibir a manipulação, mas sim para proteger a saúde dos pacientes

Após a identificação de irregularidades na importação, adversidades e uso off label (com prescrição diferente da aprovada na bula), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adotou novas medidas para prevenir riscos e reforçar o controle sanitário das famosas "canetas emagrecedoras", medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP1.

O plano foi anunciado nesta segunda-feira (6), e inclui ações de combate à importações irregulares de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação dos ativos de semaglutida, tirzepatida e liraglutida por farmácias de manipulação.

Alems

Segundo a Anvisa, somente no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos de medicamentos, que seriam suficientes para a preparação de 25 milhões de doses. Os números, de acordo com o órgão, são incompatíveis com o mercado nacional.

Neste ano, foram realizadas 11 inspeções em farmácias de manipulação e importadoras, que resultaram em oito empresas interditadas por problemas técnicos e falta de controle de qualidade.

Durante coletiva de imprensa, realizada nesta segunda-feira (6), o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou que as medidas não estão sendo adotadas para restringir a venda ou proibir a manipulação dos medicamentos, mas sim para coibir o uso irregular e proteger a saúde dos pacientes que fazem o uso dos ativos.

A preocupação vai além da importação irregular: o uso desenfreado, sem prescrição médica, e com medicamento diferente do que consta na bula, tem aumentado os relatos sobre eventos adversos, que já estão sendo objeto de estudo para identificar possíveis doenças ligadas ao uso das canetas, como a pancreatite, que rendeu um alerta da Saúde em fevereiro.

Riscos

Entre os riscos sanitários mapeados estão a produção sem previsão de demanda por manipulação (receita individualizada), problemas de esterilização, deficiências no controle de qualidade e a utilização de insumos farmacêuticos sem identificação de origem e composição.

A Anvisa reforça que, para a manipulação de produtos injetáveis, como as canetas, a garantia de padrões rígidos de esterilidade e pureza do insumo é fundamental para garantir a segurança desses produtos para as pessoas.

Desde janeiro deste ano, a agência já publicou dez ações de proibição de importação, comércio e uso de produtos irregulares que contêm medicamentos agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida.

Estratégia

O plano de ação da Anvisa possui seis eixos estratégicos:

  • Aprimoramento regulatório;
  • Monitoramento e fiscalização;
  • Articulação institucional, federativa e internacional;
  • Ampliação da oferta de produtos registrados;
  • Comunicação com a sociedade;
  • Governança.

Com informações de Agência Brasil

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