A demora na implantação de um novo balneário em Ribas do Rio Pardo levou o Ministério Público de Mato Grosso do Sul a instaurar inquérito civil para apurar o caso. O espaço deveria substituir o antigo balneário do Córrego Mantena, desativado após a instalação de uma fábrica de celulose nas proximidades.
O empreendimento, que teria financiamento da empresa responsável pela indústria, enfrenta entraves desde a escolha do terreno. Proprietárias da área desapropriada questionam o processo e apontam inconsistências no licenciamento ambiental, especialmente em relação à capacidade prevista para o local.
Segundo os apontamentos levados ao MP, a estimativa oficial de público pode ter sido subdimensionada, o que reduziria exigências ambientais. Caso se confirme que o balneário terá maior fluxo de visitantes, novos estudos poderão ser exigidos. A investigação deve analisar a legalidade dos procedimentos e os motivos que impediram a entrega do novo espaço à população.

