A Prefeitura de Corumbá colocou em prática um plano emergencial para enfrentar os impactos do maior volume de chuva registrado no município em pelo menos 14 anos. O temporal, ocorrido na terça-feira (27), causou alagamentos em diversos bairros, danos à infraestrutura urbana e prejuízos a moradores, levando o Executivo a iniciar os trâmites para decretar situação de emergência.
Na manhã desta quarta-feira (28), o prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira se reuniu com secretários municipais para alinhar as primeiras providências e autorizar a elaboração do decreto. A medida busca dar mais agilidade às ações de resposta, especialmente no atendimento às famílias afetadas e na recuperação das áreas danificadas.
“A medida tem como objetivo agilizar a aquisição de equipamentos, a contratação de serviços e a realização de compras emergenciais para atender as famílias afetadas e acelerar as ações de recuperação da cidade”, informou o Executivo municipal, em nota oficial.
Comissão especial e levantamento de danos
Durante o encontro, também foi definida a criação de uma comissão especial responsável por concentrar informações e coordenar decisões relacionadas às ações emergenciais e de reconstrução. O grupo contará com representantes das secretarias municipais e da Defesa Civil, com a missão de estabelecer prioridades e garantir maior eficiência no atendimento às ocorrências.
Paralelamente, equipes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos realizam um levantamento técnico detalhado dos prejuízos. O relatório servirá de base para a formalização do decreto e para a identificação das áreas mais atingidas, além das famílias que terão prioridade no atendimento.
Volume de chuva fora do padrão
De acordo com a Defesa Civil, a intensidade do temporal foi excepcional. Em menos de uma hora, o acumulado ultrapassou os 106 milímetros, volume considerado atípico para a região.
“É um volume que não era observado havia mais de 14 anos e causou enxurradas e alagamentos em diversos bairros”, afirmou o superintendente da Defesa Civil, capitão bombeiro Silvanei Coelho.
Mesmo com a chuva ainda em andamento, as equipes já estavam mobilizadas nas ruas da cidade para identificar pontos críticos, orientar a população e prestar os primeiros atendimentos. Apesar dos danos materiais e do número de famílias desalojadas, não houve registro de mortes.
Doações e interdição de via
Entre as medidas anunciadas pela prefeitura está a abertura de pontos oficiais para arrecadação de donativos, como alimentos, roupas, roupas de cama e produtos de higiene. A administração municipal também pretende contar com o apoio de igrejas e entidades sociais para ampliar a rede de solidariedade.
Um dos danos mais significativos foi registrado na rodovia Ramon Gomez, no trecho entre a Escola CAIC e o Parque Marina Gattass, onde parte do acostamento cedeu com a força da enxurrada. O risco de comprometimento da pista levou à interdição preventiva da área, em ação conjunta com a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).
Segundo a diretora-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetrat), Mariana Ricco Ortiza, o acesso à Bolívia está sendo feito exclusivamente pela rua Gonçalves Dias, no sentido AGESA/BR-262, enquanto persistirem as restrições no trecho interditado.
A prefeitura segue monitorando a situação e reforça que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço dos levantamentos técnicos e a avaliação dos impactos deixados pela chuva histórica.


