A Prefeitura de Campo Grande confirmou a retomada do serviço de tapa-buracos após um período de interrupção motivado pelo atraso nos pagamentos às empresas responsáveis. O montante destinado à manutenção das vias foi ampliado e chegará a R$ 25 milhões, segundo informou o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli.
Do reforço financeiro à volta das equipes
De acordo com Miglioli, o investimento contemplará tanto ruas pavimentadas quanto não pavimentadas, com prioridade para avenidas principais e vias estruturantes antes da entrada nos bairros. O valor consolidado reúne recursos municipais, repasses do Governo de Mato Grosso do Sul, apoio da Câmara Municipal e uma emenda do deputado federal Luiz Ovando.
A liberação dos primeiros pagamentos foi anunciada durante a apresentação do balanço financeiro da gestão aos vereadores. A secretária municipal de Finanças, Márcia Hokama, afirmou que o repasse emergencial permitirá que as equipes retornem às ruas imediatamente.
“A expectativa é realizar os pagamentos amanhã para que o serviço seja retomado já na sequência”, destacou.
Situação financeira e medidas de contenção
Hokama explicou que todas as seis empresas contratadas serão atendidas no repasse inicial, embora o valor ainda não quite integralmente os débitos pendentes. A reativação do programa de manutenção viária ocorre em meio ao cenário de queda de arrecadação enfrentado pelo município.
A previsão de receitas para 2024 era de R$ 6,8 bilhões, mas até o momento foram arrecadados cerca de R$ 5,2 bilhões. A estimativa atual aponta um fechamento entre R$ 5,7 bilhões e R$ 5,8 bilhões — cerca de R$ 1 bilhão abaixo do esperado.
Para enfrentar o déficit, a administração adotou ajustes como redução de carga horária e diminuição de despesas com pessoal. “Nossa expectativa de economia mensal é de aproximadamente R$ 10 milhões, mas ainda é insuficiente. As medidas foram necessárias para evitar prejuízos maiores aos servidores”, explicou a secretária.
Expectativa para normalização das vias
Com o aporte total de R$ 25 milhões e a reorganização financeira, a Prefeitura prevê que os serviços de tapa-buracos sejam regularizados gradualmente. As ações são consideradas essenciais diante do período de chuvas, que agrava os danos na malha viária da Capital.


