O Comitê Gestor da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande anunciou novos resultados sobre a recomposição dos estoques de medicamentos da rede pública. Após pouco mais de dois meses de trabalho, o abastecimento chegou a 80%, e a expectativa é fechar 2025 com 90% dos itens disponíveis nas unidades. A regularização completa está prevista para janeiro.
O grupo assumiu a gestão da área encontrando pouco mais da metade dos remédios essenciais nas prateleiras. Desde então, iniciou uma revisão administrativa, retomou negociações com fornecedores e atualizou processos internos, o que teria permitido acelerar a entrega de produtos às unidades básicas e UPAs.
A reunião realizada na Câmara Municipal também discutiu outros pontos críticos do sistema de saúde local. Entre eles, a sobrecarga nos hospitais, a falta de insumos, o acúmulo de pacientes aguardando consultas especializadas e a incorporação de novas ambulâncias ao SAMU — agora com 14 veículos em operação.
Sobre a possibilidade de abertura de uma CPI para apurar falhas na execução da política de saúde, representantes do Comitê afirmaram que não se opõem a investigações, desde que haja fatos concretos que justifiquem a iniciativa.
Como alternativa para reduzir filas e ampliar atendimentos, a Sesau tem buscado parcerias com o Governo Federal e com instituições privadas, especialmente para reforçar a oferta de leitos e acelerar procedimentos.
Embora Campo Grande disponha de orçamento robusto na área, a execução financeira ainda enfrenta entraves. Dos R$ 9,5 milhões reservados para a compra de medicamentos este ano, apenas R$ 3,5 milhões foram utilizados, enquanto unidades de pronto atendimento registraram a falta de mais de 50 itens.


