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Economia

há 7 meses

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Postos não repassam redução da Petrobras e gasolina fica mais cara em Campo Grande

Mesmo após cortes nas refinarias, preço médio subiu dois centavos e frustrou expectativa de queda ao consumidor

A redução anunciada pela Petrobras no preço da gasolina, no dia 20 de outubro, não chegou às bombas de Campo Grande. Mesmo com o corte de R$ 0,14 por litro nas refinarias — que deveria resultar em queda aproximada de R$ 0,10 ao consumidor — o valor médio cobrado nos postos subiu, contrariando as projeções do setor.

Levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizado entre 9 e 15 de novembro em 23 postos da Capital, aponta preço médio de R$ 5,78. No estudo anterior, divulgado dois dias antes do anúncio da Petrobras, o valor era de R$ 5,76. Na prática, em vez de cair, a gasolina ficou dois centavos mais cara.

Embora alguns estabelecimentos tenham reduzido discretamente o preço, a queda ficou muito distante da esperada. Em outubro, a variação ia de R$ 5,56 a R$ 5,99; na pesquisa mais recente, o menor preço encontrado foi R$ 5,53, enquanto o teto de R$ 5,99 se manteve.

Com os dois reajustes negativos aplicados pela Petrobras ao longo de 2025 — somando redução de 10,3% no ano, e o aumento do percentual de etanol na composição do combustível, a gasolina deveria estar cerca de R$ 0,33 mais barata desde janeiro. No entanto, o valor médio na Capital passou de R$ 5,75 para R$ 5,78.

A tendência se repete no restante de Mato Grosso do Sul. No início do ano, o litro custava em média R$ 5,96 nos 45 postos pesquisados no Estado. Hoje, está praticamente igual: R$ 5,94. Segundo a ANP, cerca de 1,83 milhão de litros de gasolina comum são vendidos por dia no Estado. Sem o repasse das reduções, os consumidores deixam de economizar aproximadamente R$ 567 mil diariamente.

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