A presença de 10 morcegos com raiva em Campo Grande neste ano acendeu um alerta sobre a importância da prevenção e da vacinação de cães e gatos. Apesar de não haver registros de raiva em humanos desde 2015, a doença apresenta risco elevado devido à taxa de letalidade próxima de 100%.
Os casos foram registrados em nove bairros da Capital, como São Francisco, Centro, Jardim Ouro Preto, Carandá Bosque e Vila Planalto. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), os animais recolhidos representam apenas 1,6% do total de 620 morcegos analisados desde janeiro pela Coordenadoria de Controle de Zoonoses (CCZ).
A veterinária Juliana Sguario explica que os morcegos infectados são frugívoros e não costumam atacar pessoas, mas podem transmitir a raiva se houver contato direto. Alterações climáticas, desmatamento e busca por alimento em áreas urbanas aumentam a proximidade com humanos.
A Sesau reforça a vacinação gratuita de cães e gatos, disponível em UPAs e Centros Regionais de Saúde, como medida essencial para proteger a população e impedir a propagação da doença.
O último caso humano em Mato Grosso do Sul ocorreu em 2015, em Corumbá, quando um homem morreu após ser mordido por um cachorro infectado. Autoridades reforçam que qualquer animal encontrado caído ou com comportamento anormal deve ser imediatamente recolhido e encaminhado à CCZ.

