O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) confirmou, nesta segunda-feira (6), o décimo caso de raiva em morcegos registrado neste ano em Campo Grande (MS). O animal infectado foi localizado na Vila Planalto e recolhido com segurança após denúncia de moradores.
De acordo com o órgão, a ocorrência evidencia a circulação natural do vírus da raiva entre morcegos, principalmente em áreas urbanas. A veterinária Maria Aparecida Conche Cunha, do CCZ, explicou que, apesar do aumento nos casos, a situação está dentro do previsto.
“O crescimento já era esperado, especialmente agora que a população está mais atenta e sabe como agir nesses casos. Não é motivo para pânico, mas exige vigilância”, afirmou.
O último registro havia ocorrido em 8 de julho. O primeiro caso de 2025 foi no bairro São Francisco, em janeiro.
O que fazer ao encontrar um morcego?
O CCZ reforça que ninguém deve tocar nos morcegos, vivos ou mortos. A orientação é cobrir o animal com um balde, caixa ou pano, isolar o local e acionar a equipe de zoonoses imediatamente.
Telefones para atendimento:
(67) 2020-1801 ou (67) 2020-1789 (segunda a sexta, das 7h às 17h)
(67) 2020-1794 (das 17h às 21h e aos fins de semana e feriados, das 6h às 22h)
Segundo o CCZ, o recolhimento imediato é essencial para evitar riscos à saúde pública, já que a raiva é uma doença letal e de notificação obrigatória.
Matar morcegos é crime
Além do risco sanitário, o CCZ alerta que matar morcegos é crime ambiental, mesmo quando há suspeita de infecção. Os morcegos são animais silvestres protegidos por lei.
Conforme a Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), é crime "matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória", com pena de detenção de seis meses a um ano e multa.
O CCZ destaca ainda que os morcegos desempenham papéis importantes no equilíbrio ambiental, como o controle de insetos e a polinização de plantas.


