Neste domingo (21), manifestantes ocuparam a Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, para protestar contra a PEC da Blindagem e a proposta de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A mobilização integra ações simultâneas em diversas capitais e cidades do país.
Entre os participantes estava Marina Oliveira, 32 anos, professora de história, que disse ter se envolvido na manifestação por acreditar na importância de defender a democracia. “Não podemos aceitar que políticos tenham privilégios que os protejam de investigações. Essa PEC e a anistia ameaçam a confiança da população nas nossas instituições”, afirmou Marina, segurando um cartaz com a frase: “Justiça para todos, blindagem para ninguém”.
Outro participante foi Rafael Mendes, 27 anos, que destacou o impacto simbólico da mobilização. “Viemos mostrar que a sociedade não vai se calar diante de medidas que parecem proteger apenas interesses de poucos. É uma questão de princípios e respeito à lei”, disse Rafael, carregando um cartaz com os dizeres: “Democracia não se negocia”.
Os manifestantes seguiram pela Rua 14 de Julho, entoando palavras de ordem contra a blindagem de parlamentares e a anistia ampla. Panfletos do Plebiscito Popular por um Brasil mais Justo também foram distribuídos, com propostas sobre tributação e direitos sociais.
A PEC da Blindagem, aprovada na Câmara, segue agora para análise do Senado. Se for aprovada, parlamentares só poderão ser investigados pelo STF com autorização de suas casas legislativas, o que, segundo críticos, amplia a proteção legal da classe política.

