Após um fim de semana marcado por calor intenso e umidade em níveis críticos, Campo Grande (MS) pode ter alívio a partir desta terça-feira (20), com a chegada de um sistema de baixa pressão vindo do sul do Paraguai. A mudança climática deve provocar pancadas de chuva isoladas e queda nas temperaturas em algumas regiões do estado.
Nesta segunda-feira (18), a previsão aponta sol entre muitas nuvens, com temperaturas entre 23°C e 34°C e 0% de chance de chuva, mantendo o tempo seco e a umidade mínima em torno de 24% — índice muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o ideal entre 40% e 70%.
Na terça-feira (19), as temperaturas sobem para até 35°C, e o cenário segue semelhante: sol com muitas nuvens, sem previsão de chuva, umidade ainda crítica e ventos mais intensos. A mudança significativa ocorre na quarta-feira (20), quando há previsão de chuva (60%) e queda na temperatura máxima para 29°C. A umidade sobe momentaneamente para até 76%, oferecendo breve alívio aos moradores.
Segundo o meteorologista Natálio Abraão, o sistema que chega ao Estado deve provocar chuvas em cidades como Amambai, Dourados, Ponta Porã, Sete Quedas e Mundo Novo. “Esses dias trarão um pouco de alívio, mas a partir de quinta-feira (21), o tempo seco volta com força, e os termômetros voltam a subir”, explica.
Na quinta-feira (21), o tempo volta a esquentar, com máxima de 35°C e umidade mínima de apenas 20%. Na sexta-feira (22), a tendência é de céu limpo, 36°C de máxima e clima ainda mais seco.
Alerta para saúde
Campo Grande figura entre as capitais mais quentes do Brasil e lidera o ranking nacional de baixa umidade, com índices chegando a apenas 17% — patamar considerado de risco à saúde humana. No interior, cidades como Porto Murtinho e Aquidauana atingem máximas de 39°C, com umidade entre 10% e 15%.
Com esse cenário, especialistas recomendam:
- Hidratar-se constantemente, mesmo sem sede;
- Usar umidificadores ou recipientes com água nos ambientes;
- Evitar exercícios físicos em horários de maior calor;
- Proteger olhos e vias respiratórias com soro fisiológico ou colírios;
- Redobrar a atenção com crianças e idosos, mais vulneráveis ao clima seco.
Além disso, as autoridades reforçam a proibição de queimadas, que aumentam o risco de incêndios durante a estiagem.


