A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul deu início à organização do primeiro Censo da População em Situação de Rua de Campo Grande, com a criação de um grupo de trabalho interinstitucional reunindo representantes do Estado, do Município e de órgãos estratégicos. A iniciativa visa levantar dados atualizados sobre essa população e orientar políticas públicas efetivas de inclusão social e proteção de direitos.
A condução do projeto está a cargo da defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) da Defensoria, que enfatizou a importância de uma abordagem territorial sensível:
“A presença do Consultório na Rua é importante para conversarmos sobre os territórios que ele já conhece e como podemos caminhar para simular o censo”, afirmou.
Comissão técnica e cooperação entre instituições
A partir do grupo de trabalho, foi formada uma comissão técnica encarregada de elaborar um termo de cooperação entre as instituições participantes. O próximo passo será o desenvolvimento de um questionário estruturado que servirá de base para coleta dos dados. A proposta é que o censo vá além da contagem, levantando informações detalhadas sobre as necessidades, perfis e vulnerabilidades das pessoas em situação de rua.
A primeira reunião contou com a participação de autoridades como o secretário-executivo de Direitos Humanos e Assistência Social, Bem-Hur Ferreira, a vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento, e o superintendente de Inteligência de Dados da Segov, Leandro Sauer, além de equipes técnicas do município.
Dados para transformar políticas públicas
O censo será construído de forma colaborativa e com apoio técnico e institucional da Defensoria Pública, que já atua na linha de frente das demandas relacionadas à população em situação de rua. A expectativa é que o levantamento amplie a visibilidade desse público e promova ações estruturadas e humanizadas, com base em dados reais.
A construção do censo se insere em um contexto nacional de fortalecimento de políticas voltadas às pessoas em situação de rua, e marca um passo importante para que Campo Grande avance no reconhecimento e garantia de direitos a essa população vulnerável.


