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OBRAS

há 11 meses

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Prefeitura relança reforma da Casa da Mulher Brasileira com custo ampliado em mais de 80%

Obra que havia sido suspensa em 2024 terá nova licitação com valor estimado em R$ 454 mil; estrutura apresenta desgaste em telhado, pisos e instalações

A Prefeitura de Campo Grande anunciou a reabertura do processo licitatório para a reforma da Casa da Mulher Brasileira, localizada no Jardim Imá. A nova proposta prevê investimento de R$ 454.012,19 — um aumento de 83,37% em relação ao orçamento anterior, que havia sido estimado em R$ 247,6 mil. O edital foi publicado nesta quarta-feira (23), e as empresas interessadas têm até as 7h59 do dia 7 de agosto para apresentar suas propostas.

A revitalização da unidade, inaugurada em fevereiro de 2015 como a primeira do país voltada ao acolhimento e atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica, é uma demanda antiga. A estrutura, com uma década de funcionamento, sofre com diversos problemas físicos e estruturais. Entre os serviços previstos na reforma estão troca do piso, substituição de portas e janelas, troca de calhas, impermeabilização do telhado, instalação de ducha e melhorias no sistema de climatização.

Alems

A maior parte dos recursos será destinada à reforma do telhado, que exigirá investimento de R$ 221 mil e deverá ser concluída em até 120 dias. Já os trabalhos de pintura estão orçados em R$ 119,5 mil. O prazo total para conclusão da obra é de 150 dias após a ordem de serviço.

Vistoria realizada no início deste ano apontou uma série de danos: pisos rachados, forros danificados, ferrugem em esquadrias e falhas na estrutura elétrica. A situação crítica chamou atenção da sociedade civil e de autoridades, principalmente após denúncias sobre a precariedade no atendimento e a falta de acolhimento adequado às vítimas de violência.

Um dos casos que repercutiu nacionalmente foi o da jornalista Vanessa Ricarte, assassinada pelo companheiro após procurar ajuda na instituição. Ela havia relatado, em áudio, a falta de sensibilidade no atendimento recebido. A morte dela provocou reações em órgãos de defesa da mulher e levou à visita da então ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, que identificou problemas como a ausência de integração entre os serviços e a falta de equipamentos adequados.

Desde a inauguração, a Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande contabiliza cerca de 1,6 milhão de atendimentos psicossociais, 80 mil registros de boletins de ocorrência, mais de 60 mil medidas protetivas emitidas e 138 mil acolhimentos. Apesar desses números expressivos, a unidade ainda enfrenta desafios estruturais e de gestão que a reforma tenta, ao menos parcialmente, solucionar.

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