A cantora Preta Gil faleceu neste domingo (20), aos 50 anos. Ela enfrentava, desde 2023, uma dura batalha contra o câncer no reto, que evoluiu para outros pontos do corpo. Nos últimos meses, a artista estava nos Estados Unidos, onde realizava um tratamento experimental após esgotar as opções terapêuticas no Brasil.
Trajetória
Nascida em 8 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro, Preta era filha do cantor Gilberto Gil com Sandra Gadelha. Iniciou sua carreira musical nos anos 2000 com o álbum Prêt-à-Porter, e, desde então, lançou diversos trabalhos, destacando-se pela voz marcante, presença de palco e carisma.
Criadora do animado Bloco da Preta, um dos mais populares do carnaval carioca, também atuou como empresária e fundadora de uma produtora na área da música e marketing.
Preta Gil deixa um único filho, Francisco Gil, fruto de seu relacionamento com o ator Otávio Müller.
A luta contra o câncer
O diagnóstico de câncer no reto veio em 2023. Após sessões de quimioterapia e cirurgia, o tumor foi inicialmente removido. No entanto, a doença retornou em 2024, com novos focos identificados no peritônio e no sistema linfático. Em dezembro do mesmo ano, Preta passou por uma complexa cirurgia de 21 horas para retirada das lesões.
Com a evolução da doença, passou a utilizar uma bolsa de colostomia de forma definitiva. Sempre transparente com o público, a cantora compartilhou essa fase com seus seguidores. “Sou muito grata à minha bolsinha. Estou me acostumando com ela, com a ajuda das enfermeiras e suas dicas sobre como será em casa”, contou na época.
Legado
Reconhecida por sua autenticidade e pela luta contra padrões estéticos, Preta Gil se tornou símbolo de representatividade e empoderamento. Ao longo da carreira, cultivou amizades com nomes importantes do meio artístico e manteve um relacionamento próximo com seus fãs, com quem sempre foi aberta sobre os desafios de sua saúde.
Sua trajetória deixa uma marca forte na música brasileira e um legado de coragem, afeto e resistência.


