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SAÚDE

há 11 meses

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Mato Grosso do Sul amplia acesso a métodos contraceptivos de longa duração

Estado aposta em Implanon e DIU hormonal no SUS para reduzir gravidez não planejada e tratar casos de endometriose

“O Implanon é tão eficaz quanto a laqueadura, mas reversível.” A declaração da médica Maria Auxiliadora Budib, da UFMS e Febrasgo, resume a importância dos métodos contraceptivos de longa duração (LARCs), que vêm sendo ampliados em Mato Grosso do Sul.

Enquanto aguarda envio do Ministério da Saúde, Campo Grande já capacita profissionais para aplicar o Implanon na rede pública. O implante hormonal oferece até três anos de proteção com uma única aplicação.

Alems

O dispositivo será destinado, prioritariamente, a adolescentes de 10 a 19 anos e mulheres de 20 a 49 com comorbidades ou em situação de vulnerabilidade. O Estado já oferece o método desde 2009, com recursos próprios.

Outro avanço é o uso do DIU hormonal, que além da função contraceptiva, é indicado no tratamento da endometriose — condição que afeta 10% das mulheres em idade reprodutiva, segundo a OMS.

A médica explica que o dispositivo atua diretamente sobre o endométrio, reduzindo dor e sangramento. “É uma opção eficaz e segura, com menos efeitos colaterais. Melhora a qualidade de vida de quem convive com a doença”, afirma Budib.

Em Campo Grande, o DIU hormonal já está disponível na rede pública para casos com indicação clínica. A aplicação ocorre nas unidades básicas por profissionais capacitados ou no CEM “Delas”, via encaminhamento pelo Sisreg.

A cidade também expandiu o uso do DIU de cobre. Em 2024, mais de 1.100 inserções foram feitas só na Atenção Primária. Vinte e seis UBSs já têm estrutura para atender diretamente em seus territórios.

A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é iniciar a aplicação do Implanon no segundo semestre. A capacitação das equipes será feita em julho, em parceria com a SES/MS.

A nível estadual, o protocolo que inclui o DIU hormonal no tratamento da endometriose está em vigor desde 2020. Mas, segundo Budib, o acesso ainda é desigual e o diagnóstico precoce segue sendo um dos principais desafios.

O Ministério da Saúde prevê a distribuição de 1,8 milhão de unidades do Implanon até 2026, com 500 mil ainda neste ano. A meta é ampliar o planejamento reprodutivo e reduzir desigualdades entre mulheres.

“A informação precisa vir junto com ação. É papel das equipes orientar, desmistificar tabus e garantir acesso. Não basta prescrever. É preciso garantir que o método chegue até quem precisa”, conclui Budib.

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