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SAÚDE

há 1 ano

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Com mais de 13 mil casos prováveis, MS promove 1º Simpósio de Enfrentamento à Chikungunya

Evento reúne gestores e especialistas da saúde para reforçar estratégias contra o avanço da doença, que já soma 12 óbitos em 2025 no estado

Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário preocupante de avanço da Chikungunya em 2025, com 13.163 casos prováveis, 5.428 confirmações e 12 mortes registradas até o final de junho. Diante desses números, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou, nesta sexta-feira (4), o 1º Simpósio de Enfrentamento à Chikungunya, no Bioparque Pantanal, em Campo Grande.

Com o tema “Chikungunya em Foco: Estratégias Integradas e Inovações no Enfrentamento”, o encontro reuniu profissionais da linha de frente, coordenadores de saúde dos 79 municípios e representantes regionais para discutir respostas mais eficazes diante do crescimento acelerado da doença.

Alems

A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, ressaltou a importância da integração entre os municípios para enfrentar os surtos.

“Estamos vendo um aumento expressivo de casos em várias cidades. Por isso, é essencial que as regiões mais afetadas troquem experiências, alinhem estratégias e contem com apoio técnico direto do Estado. Nossa atuação tem sido próxima, com visitas técnicas, reuniões com prefeitos e orientação às equipes locais”, afirmou.

A gerente técnica de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, destacou a necessidade de qualificar os profissionais para lidar com os casos agudos e crônicos da doença.

“A Chikungunya está se espalhando rapidamente e precisamos garantir um atendimento completo. Isso inclui tratar as dores crônicas e entender os impactos sociais e psicológicos, além de capacitar as equipes para ações resolutivas na ponta”, pontuou.

Presente no simpósio, a consultora técnica do Ministério da Saúde e especialista da SES, Bianca Modafari, reforçou o papel de destaque de Mato Grosso do Sul no combate às arboviroses.

“Temos uma vigilância ativa que possibilita identificar a doença precocemente. Essa agilidade tem feito a diferença, inclusive no controle de óbitos. Mesmo com alta incidência, nossos números estão abaixo de estados que enfrentaram epidemias severas”, explicou.

O simpósio contou com mesas-redondas sobre vigilância, teleconsultoria, manejo clínico, práticas integrativas e o impacto psicológico da doença. O objetivo da SES é unificar esforços e atualizar os protocolos de atendimento diante do avanço do vírus em todo o estado.

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