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há 1 ano

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Onça que matou caseiro segue agressiva e por enquanto não deve voltar à natureza

Veterinários relatam que o felino, ainda em tratamento, ameaça humanos e apresenta problemas de saúde durante reabilitação

Mesmo após quatro dias de cuidados intensivos no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande, a onça-pintada que matou um caseiro na zona rural de Porto Murtinho (MS) continua agressiva e reativa à presença humana. Segundo veterinários, o felino chegou a ameaçar um ataque dentro da clínica, demonstrando comportamento incompatível com a soltura em ambiente natural.

O animal, que está consciente e alerta, apresenta um quadro de gastroenterite e anemia leve. Exames também apontaram alterações agudas no fígado e nos rins, embora sem sinais de falência orgânica. A equipe médica aguarda novos resultados para avaliar possíveis causas infecciosas.

Com aproximadamente 26 quilos abaixo do peso ideal, a onça tem recebido alimentação balanceada à base de peixes e frango. O processo de reabilitação é conduzido com cautela, segundo a médica-veterinária Thyara de Deco Souza e Araujo, da UFMS, responsável pelo tratamento.

Por questões de segurança e bem-estar, a onça não será devolvida à natureza. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o animal deverá ser encaminhado a uma instituição habilitada e passará a integrar o Programa de Manejo Populacional da Onça-Pintada, que atua em todo o país na conservação da espécie.

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