Com 100 dias à frente da Prefeitura de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) enfrenta críticas relacionadas ao cenário de caos na saúde pública, obras inacabadas e problemas estruturais na cidade. Apesar das dificuldades, a prefeita apresentou metas para os próximos meses, como a recuperação completa da malha viária em 30 dias e a climatização total das escolas municipais até o fim do ano.
Na saúde, o sistema segue sobrecarregado. A superlotação das unidades de pronto atendimento, a falta de medicamentos e a ausência de equipamentos essenciais, como aparelhos de raio-X, têm afetado o atendimento à população. A prefeitura aponta entraves burocráticos e excesso de demanda como causas da crise, agravada pelo aumento de doenças respiratórias.
Na educação, a gestão planeja concluir 13 obras paradas por meio de recursos federais e garantir que todas as unidades escolares tenham ar-condicionado até dezembro. A promessa de eliminar a fila por vagas em Emeis em até dois anos também segue como prioridade.
A infraestrutura urbana é outro ponto crítico. Com as ruas danificadas pelas chuvas, buracos e erosões tomaram conta de diversos bairros. A prefeitura iniciou um plano de recuperação, mas o avanço das obras depende das condições climáticas.
No transporte público, a administração municipal discute medidas de modernização e busca apoio financeiro junto ao governo federal. No entanto, o setor é alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para investigar possíveis irregularidades e a falta de fiscalização da concessionária.

