Seis clínicas de estética de Campo Grande estão sendo investigadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) após autuações da Vigilância Sanitária, que apontaram diversas infrações sanitárias. Entre as irregularidades identificadas estão o armazenamento de produtos vencidos e a realização de procedimentos sem a devida autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como a aplicação de toxina botulínica importada.
Os responsáveis pelos estabelecimentos foram notificados pelo MPMS para fornecer explicações e documentos, e o procedimento preparatório foi instaurado com o objetivo de investigar se os procedimentos estéticos são invasivos, se os profissionais possuem a qualificação necessária e se há riscos à saúde dos consumidores.
Este movimento ocorre em um contexto de aumento significativo das denúncias de irregularidades no setor. O aumento das denúncias no setor de estética tem chamado atenção. Nos últimos dois anos, o número de queixas sobre condições de higiene inadequadas e falta de transparência nos tratamentos realizados nas clínicas dobrou. Além disso, muitos profissionais têm sido acusados de não possuírem a formação adequada para a execução dos procedimentos.
Com 117 clínicas registradas na cidade, além de clínicas clandestinas, a fiscalização tem sido intensificada para garantir que as normas sanitárias sejam cumpridas, preservando a saúde e segurança dos consumidores.

