O primeiro dia de reordenamento viário na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, foi marcado por confusão, sinalização contraditória e reclamações de motoristas que passaram pelo local na manhã desta segunda-feira (13).
A principal alteração proíbe a conversão à esquerda para a Rua Bahia — manobra agora permitida apenas para ônibus. No entanto, a presença simultânea de placas antigas e novas acabou gerando incerteza entre os condutores.
Sem saber qual regra seguir, muitos motoristas continuaram realizando a conversão, mesmo com a presença da Guarda Civil Metropolitana para orientar o tráfego.
“Eu vi uma placa dizendo que não podia virar, mas logo à frente tinha outra liberando. Fiquei sem saber o que fazer e acabei seguindo o fluxo dos outros carros”, relatou o motorista Carlos Henrique, de 38 anos.
A situação também impactou quem passava pelo trecho com frequência. A autônoma Mariana Lopes, de 29 anos, acredita que a mudança pode até ser positiva, mas critica a forma como foi implementada. “A ideia pode melhorar o trânsito, mas do jeito que está, só causa mais confusão. Faltou organização”, afirmou.
Já o motorista de aplicativo João Batista, de 45 anos, reclamou da necessidade de fazer caminhos mais longos. “Agora a gente precisa dar uma volta maior para acessar a Bahia. No dia a dia, isso pesa no tempo e no bolso”, disse.
Além da Rua Bahia, mudanças também foram aplicadas no cruzamento com a Rua 13 de Maio, no sentido ao Aeroporto, onde a conversão também foi proibida. A previsão é que o novo modelo seja ampliado para outros pontos da Afonso Pena nos próximos dias.
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) informou que os primeiros sete dias serão de caráter educativo, sem aplicação de multas, e que o período servirá para ajustes na sinalização e adaptação dos motoristas.
Apesar dos transtornos iniciais, a expectativa é que, com o tempo, as mudanças contribuam para melhorar a fluidez e a segurança no trânsito da região central da Capital.











