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domingo, 17 maio 2026

Estado

24/03/2026 21:00

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Mato Grosso do Sul está entre os estados com mais internações por acidentes de trânsito no país

Levantamento nacional aponta que Estado ocupa a segunda posição, atrás apenas do Espírito Santo

Atualizado: 24/03/2026 10:11

Ricardo Prado

Mato Grosso do Sul figura entre os estados brasileiros com maior número de internações hospitalares provocadas por acidentes de trânsito. Dados do Ranking de Competitividade dos Estados de 2025 indicam que o volume de vítimas atendidas na rede de saúde coloca o Estado na segunda colocação nacional, atrás apenas do Espírito Santo.

De acordo com o estudo, a taxa sul-mato-grossense é de 22,9 internações a cada 10 mil habitantes, enquanto o estado líder registra 30,5 casos na mesma proporção. O cenário representa uma piora em relação ao levantamento anterior, quando Mato Grosso do Sul ocupava a quarta posição, ainda sob outra metodologia de cálculo.

O avanço no número de acidentes tem impacto direto na estrutura hospitalar, especialmente em Campo Grande, onde episódios de superlotação e falta de leitos se tornaram recorrentes ao longo do último ano. Diante desse quadro, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul ingressou com ação civil pública para exigir a ampliação da capacidade de atendimento, tanto para adultos quanto para crianças.

Alta de mortes e fatores de risco preocupam

Além das internações, os acidentes de trânsito também elevaram o número de mortes no Estado. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública mostram que 2025 foi o ano mais letal desde 2017, com 394 óbitos — aumento em relação ao ano anterior. Em Campo Grande, o crescimento também foi significativo, com alta superior a 26% nas mortes.

Análises técnicas apontam que o excesso de velocidade é um dos principais fatores associados a esse cenário, sendo considerado incompatível com a segurança necessária nas vias urbanas e rodovias. Órgãos ligados ao trânsito avaliam que essa prática contribui diretamente para a gravidade dos acidentes.

Outros elementos também são citados como agravantes, como a condução de veículos por motoristas sem habilitação — situação que pode atingir cerca de 40% dos motociclistas na Capital — além do consumo de álcool, ainda presente de forma significativa no comportamento dos condutores.

A combinação desses fatores reforça a avaliação de que o trânsito no Estado enfrenta um quadro crítico, com reflexos tanto na segurança pública quanto na capacidade do sistema de saúde.

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