O agronegócio brasileiro registrou exportações de US$ 152,63 bilhões entre janeiro e novembro de 2024, o que representa uma ligeira queda de 0,3% em relação ao ano anterior, quando o total alcançou US$ 153,06 bilhões. Apesar da retração, o setor mantém o segundo melhor desempenho já registrado, resultado de um aumento de 5,2% no volume exportado, que ajudou a mitigar a queda de 5,2% nos preços internacionais.
O principal responsável pelo resultado positivo continua sendo o complexo soja, que, apesar de uma queda de 18,7%, manteve-se com a maior participação no total exportado, somando US$ 52,19 bilhões. As carnes também tiveram destaque, com US$ 23,93 bilhões em exportações, e o setor sucroalcooleiro alcançou US$ 18,27 bilhões. Esses três segmentos representaram mais de 60% do total exportado pelo agronegócio.
Em novembro, o agronegócio brasileiro exportou US$ 12,66 bilhões, o que corresponde a 45,2% do total exportado pelo país no mês. O desempenho de carnes, café e produtos florestais foi particularmente positivo, com destaque para o aumento de 30,2% nas exportações de carne bovina, que atingiram US$ 1,23 bilhão. O café também teve um crescimento expressivo de 84,4%, alcançando US$ 1,47 bilhão, impulsionado por maiores volumes exportados e preços mais elevados.
Por outro lado, o complexo soja enfrentou uma queda acentuada de 50,3%, com exportações de US$ 1,86 bilhão, enquanto o milho também apresentou um declínio de 41,7%, totalizando US$ 967,89 milhões, devido a uma redução na quantidade embarcada.
As importações de produtos agropecuários também apresentaram crescimento de 16,9%, somando US$ 17,79 bilhões, o que resultou em uma redução de 2,18% no saldo da balança comercial do setor, que caiu para US$ 134,85 bilhões.
Apesar dos desafios enfrentados, as perspectivas para 2025 são otimistas. O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, destacou que a diversificação de mercados e a abertura de novas frentes comerciais devem garantir avanços tanto qualitativos quanto quantitativos nas exportações do agronegócio, com boas perspectivas para a safra de 2025.









