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há 23 horas

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Cota do Uruguai pode abrir espaço para 80 mil toneladas de carne brasileira na China

Volume ainda depende de autorização de Pequim e poderia representar até 400 mil cabeças de gado para frigoríficos brasileiros

A cota de carne bovina destinada pelo Uruguai ao mercado chinês pode abrir espaço para o Brasil exportar até 80 mil toneladas de carne bovina para a China. A estimativa é da consultoria Safras & Mercado e surge após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar que o Uruguai autorizou o aproveitamento de seu excedente.

O volume, porém, ainda não está disponível para os frigoríficos brasileiros. Para que a operação avance, é necessária a autorização das autoridades chinesas, que administram as cotas de importação.

Segundo a Safras & Mercado, as 80 mil toneladas em discussão poderiam representar aproximadamente 320 mil a 400 mil cabeças de gado. Caso a autorização seja concedida rapidamente, a medida poderia estimular a recomposição das compras de animais habilitados para exportação à China já em outubro.

O período é considerado estratégico porque os frigoríficos começam a preparar cargas para 2027. O analista da Safras & Mercado Fernando Iglesias destaca que a gestão das cotas cabe às autoridades chinesas e lembra que o Brasil já buscou anteriormente flexibilizar as regras, sem sucesso.

Além da autorização de Pequim, ainda seria necessário definir um mecanismo que permita contabilizar a carne de origem brasileira dentro do volume originalmente destinado ao Uruguai. Por isso, a consultoria considera as 80 mil toneladas uma possibilidade, e não uma oferta adicional já garantida ao Brasil.

Janela para embarques

Mesmo com uma eventual autorização da China, o prazo para aproveitar a cota neste ano é outro fator de atenção. O transporte marítimo entre Brasil e China leva aproximadamente 45 a 60 dias.

Com isso, outubro seria praticamente a última janela para concentrar embarques com possibilidade de a carne chegar ao mercado chinês ainda em 2026. A partir de novembro, aumenta o risco de que os carregamentos sejam internalizados apenas em 2027.

Assim, quanto mais tarde houver uma eventual autorização chinesa, menor será a possibilidade de utilização integral das 80 mil toneladas ainda neste ano.

** Com informações de Safras News

 

 

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