A Rota Bioceânica pode se tornar um marco na logística internacional e alterar a dinâmica geopolítica do comércio. A avaliação é do economista e ex-secretário de Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, durante painel temático realizado no sábado (30), na conferência distrital do Rotary Internacional Distrito 4470.
Ao falar para o público presente no evento, Verruck destacou a dimensão do projeto e afirmou que o mundo acompanha os desdobramentos da rota. “O Mundo olha o que vai acontecer sob o ponto de vista da Rota Bioceânica, que pode ser o grande divisor de águas da lógica e da logística geopolítica mundial, se conseguirmos implantar de maneira competitiva”, disse.
Na avaliação do economista, a rota já abre espaço para articulações e novos negócios. “A integração empresarial está sendo intensa, existem oportunidades e elas precisam ser buscadas, negociadas. A Rota irá acontecer e alguns podem tomar a decisão de se apropriar desse forte crescimento sob o ponto de vista da geopolítica mundial”, completou.
Além do debate sobre os impactos econômicos, o projeto também avança na parte estrutural. Um dos próximos marcos deve ser a chamada aduela de fechamento, etapa em que as duas metades da ponte sobre o Rio Paraguai se encontram, ligando Porto Murtinho a Carmelo Peralta. Popularmente, o momento é conhecido como “beijo das aduelas” e deve ocorrer em breve.
Pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos, Verruck apresentou a rota como uma oportunidade estratégica para Mato Grosso do Sul em um cenário de maior integração regional e expansão logística.









