domingo, 18 janeiro 2026

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Trump celebra libertação de presos políticos na Venezuela e cancela segunda onda de ataques

Em meio à cooperação com Caracas, presidente dos EUA qualifica gesto como "sinal de busca pela paz" e destaca investimentos em infraestrutura energética; decisão marca nova fase nas tensões entre os dois países

Atualizado: há 1 semana

Ricardo Prado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que a libertação de um número significativo de presos políticos na Venezuela representa um “sinal de busca pela paz” e foi determinante para que ele cancelasse uma segunda onda de ataques militares planejados contra o país sul-americano. A declaração foi feita em uma postagem na sua plataforma social Truth Social, em meio a mudanças drásticas na relação bilateral após uma ação militar que resultou na captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas.

Liberação de detidos como gesto de paz

Trump descreveu a iniciativa venezuelana de libertar um “grande número de presos políticos” como um ato estratégico de reconciliação. “A Venezuela está libertando grandes quantidades de presos políticos como sinal de que está ‘buscando a paz’. Este é um gesto muito importante e inteligente”, afirmou o presidente americano em sua postagem.

Autoridades venezuelanas, incluindo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, confirmaram que venezuelanos e estrangeiros detidos em território nacional começaram a ser liberados, caracterizando a medida como um esforço para promover convivência pacífica e contribuir para a reconciliação interna do país.

Organizações de direitos humanos, como Foro Penal, estimam que mais de 800 pessoas estavam presas por motivos políticos em diferentes unidades penitenciárias antes das solturas iniciais; muitas libertações ainda carecem de verificação independente.

Cancelamento de operação militar e cooperação energética

Em sua publicação, Trump também afirmou que a segunda fase de ataques militares, previamente programada, foi cancelada em razão da cooperação venezuelana. Apesar disso, ele ressaltou que navios das forças armadas dos EUA continuarão posicionados no mar do Caribe por “questões de segurança e proteção”.

O presidente norte-americano destacou ainda que Estados Unidos e Venezuela estão trabalhando “bem juntos” em projetos de reconstrução da infraestrutura de petróleo e gás do país caribenho, apontando planos de investimentos de pelo menos US$ 100 bilhões por grandes companhias petrolíferas. Trump mencionou encontros programados na Casa Branca com executivos do setor energético para discutir esses planos.

Repercussões regionais e contexto político

A liberação de presos políticos ocorre pouco após a captura de Nicolás Maduro em uma operação dos EUA, um evento que intensificou as tensões diplomáticas e levantou questionamentos regionais sobre soberania, intervenção e estabilidade. Enquanto Washington apresenta a cooperação como avanço em direção à paz e à reconstrução, grupos críticos observam com cautela a manutenção de capacidades militares na região e a possibilidade de influências externas prolongadas.

O episódio marca uma fase de grande volatilidade na política hemisférica, com aspectos diplomáticos, econômicos e estratégicos convergindo num momento sensível para a Venezuela e suas relações internacionais.

Imagens das primeiras liberações de presos políticos na Venezuela:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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