segunda, 15 junho 2026

Política

há 3 semanas

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Petistas acionam TSE para barrar filme sobre Bolsonaro até as eleições

Grupo Prerrogativas e Rogério Correia alegam propaganda eleitoral antecipada e pedem investigação sobre financiamento de "Dark Horse"

Atualizado: há 3 semanas

Laura Brasil

O Grupo Prerrogativas, formado por juristas e advogados, e o pré-candidato a deputado federal Rogério Correia (PT-MS) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar impedir a exibição do filme “Dark Horse”, produção inspirada no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), até o fim das eleições de 2026.

Na ação, os petistas afirmam que o longa configura “propaganda eleitoral antecipada e dissimulada”, além de apontarem possíveis práticas de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e financiamento paralelo.

O filme tem estreia prevista para setembro, poucas semanas antes do primeiro turno da eleição presidencial. Para os autores do pedido, o lançamento próximo ao pleito pode influenciar diretamente o eleitorado e comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos.

A ofensiva judicial ocorre após o site The Intercept Brasil divulgar áudios de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master.

Nas gravações, Flávio negocia um repasse de US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões — para financiar a produção do filme. Segundo documentos citados na ação, pelo menos US$ 10,6 milhões já teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025.

“O valor noticiado supera em muito a escala ordinária de uma produção cultural politicamente neutra”, afirma trecho do documento apresentado ao TSE.

Os petistas pedem que a Corte reconheça possíveis irregularidades como propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder econômico, caixa 2 e financiamento eleitoral indireto.

Além do TSE, o pedido também foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), Polícia Federal e Ministério da Justiça para investigação de possíveis crimes financeiros, como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.

A equipe de Flávio Bolsonaro ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A produtora do filme negou ter recebido recursos do Banco Master.

 

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