O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira (4) que não integrará como vice-presidente uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada após uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.
Estratégia eleitoral e composição da chapa
Ao comentar as especulações sobre seu nome, Marinho destacou que tanto ele quanto Flávio Bolsonaro pertencem ao mesmo partido e que a estratégia eleitoral passa pela ampliação das alianças. Segundo o senador, o objetivo é buscar nomes de outras legendas para fortalecer a candidatura.
"A ideia é termos a possibilidade de atrairmos outros partidos. Isso vai ser tratado ao longo dos próximos meses, para começarmos com o maior número de integrantes, termos o maior tempo de TV. Vamos trabalhar nessa linha e é claro que o candidato a vice vai ser aquele que mais vai entregar, que nos dê uma capacidade maior de trazer o maior número de votos", afirmou.
Na sequência, reforçou que não pretende ocupar o posto. “Vamos fazer isso com muito cuidado. Conversando, entendendo quem é o melhor vice pra agregar nessa chapa. Com certeza, não serei eu”, completou.
O nome de Rogério Marinho passou a ser citado como possível vice após ele anunciar que não disputará o governo do Rio Grande do Norte. Na ocasião, o senador afirmou que a decisão ocorreu após um pedido de Jair Bolsonaro para que ele se dedicasse à campanha do filho.
Papel de Tarcísio e cenário em São Paulo
Durante a entrevista, Marinho também comentou a posição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem reiterado a intenção de buscar a reeleição e descartar uma candidatura ao Palácio do Planalto. Para o senador, o envolvimento de Tarcísio na campanha de Flávio Bolsonaro será decisivo, especialmente no maior colégio eleitoral do país.
"Sabemos da importância do estado de São Paulo, da importância do engajamento do governador Tarcísio na campanha e estamos seguros que isso vai acontecer da forma adequada, no tempo adequado, e vai ter um resultado extraordinário para ganharmos as eleições", disse.
Situação de Bolsonaro na prisão
Questionado sobre a conversa com Jair Bolsonaro e o pedido do Ministério Público Militar (MPM) para que o Superior Tribunal Militar (STM) declare a perda do posto e da patente do ex-presidente, Marinho minimizou o impacto da medida.
Segundo o senador, Bolsonaro recebeu a notícia com tranquilidade. “Um prego a mais” no processo, avaliou Marinho, ao afirmar que o ex-presidente está “tranquilo” e “sereno” diante da situação.
"[Bolsonaro] entende que hoje ele está encarcerado porque ele foi alguém que enfrentou o sistema. Nós temos a convicção que a própria circunstância das eleições e o seu resultado vão permitir que o vencedor, que é o Flávio Bolsonaro, indulte todos aqueles que forem injustamente condenados e essa situação vai ser reparada. O presidente está tranquilo em relação ao que está ocorrendo", afirmou.









