Poucas horas depois de firmar um cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos e reabrir o Estreito de Ormuz, o Irã voltou a fechar a passagem nesta quarta-feira (8) após os ataques de Israel no Líbano.
Conforme noticiado pelas agências Tasnim e Fars, o Irã está considerando abandonar o acordo firmado com os Estados Unidos, já que uma das exigências era a suspensão dos ataques.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que tem sido uma figura importante nas negociações entre o presidente norte-americano Donald Trump e o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, afirmou que o Líbano estava incluído no acordo, mas que o Exército israelense declarou que não iria cessar os ataques ao Hezbollah.
Agora, os acordos que vinham sendo encaminhados entre Estados Unidos, Irã e Israel estão estremecidos, e o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de escoamento de petróleo, voltou a ser fechado, impactando diretamente o mercado mundial.
No ataque desta quarta-feira, classificado como um dos maiores de Israel no Líbano, 89 pessoas foram mortas e outras 700 feridas. O Irã alertou ainda que, caso os Estados Unidos não consigam conter Israel, o Irã atuará "com força".
Antes do fechamento total do estreito, dois petroleiros haviam sido autorizados a atravessar a rota estratégica desde que o cessar-fogo entrou em vigor. Com o bloqueio, o fluxo de navios foi interrompido, afetando diretamente o mercado internacional de petróleo.









