A possibilidade de a Câmara Municipal de Campo Grande convocar uma sessão extraordinária para tratar do IPTU de 2026 segue em análise. O tema permanece em pauta diante da insatisfação de vereadores com os reajustes anunciados e da expectativa por uma eventual revisão por parte da Prefeitura.
Segundo o presidente da Casa, Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy (PSDB), ainda não há definição sobre a agenda da próxima semana. Ele afirmou que o Legislativo aguarda uma manifestação formal da prefeita Adriane Lopes sobre a viabilidade de alterar os critérios adotados para o imposto antes de avançar com qualquer deliberação.
Executivo aponta entraves para recuo
Durante evento no Paço Municipal, a prefeita declarou que equipes técnicas analisam o tema, mas sinalizou que a retomada do desconto de 20% concedido em anos anteriores é considerada improvável. Conforme o Executivo, a necessidade de reemitir os carnês do IPTU poderia atrasar a arrecadação municipal por até dois meses, o que afetaria o fluxo financeiro da administração.
Câmara e comissão técnica mantêm pressão
No Legislativo, a comissão técnica criada para acompanhar as mudanças no IPTU avalia que as tratativas com a Prefeitura não apresentaram avanços relevantes. Diante disso, parlamentares defendem que uma sessão extraordinária seja convocada para votar a derrubada dos decretos que instituíram o reajuste do tributo.
O IPTU de 2026 prevê correção de 5,32%, índice correspondente à inflação medida pelo IPCA-E, além dos efeitos da atualização do Perfil Socioeconômico Imobiliário, que alterou a cobrança de itens como a taxa de lixo para parte dos contribuintes. As medidas têm gerado questionamentos políticos e jurídicos, incluindo pedidos de suspensão da cobrança por entidades representativas.









