domingo, 18 janeiro 2026

Capital

há 1 semana

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Ideia de sessão extra para discutir reajuste do IPTU em ainda persiste na Câmara Municipal

Presidente do Legislativo afirma que aguarda sinalização do Executivo antes de confirmar possível votação extraordinária na próxima segunda-feira (12)

Atualizado: há 1 semana

Ricardo Prado

A possibilidade de a Câmara Municipal de Campo Grande convocar uma sessão extraordinária para tratar do IPTU de 2026 segue em análise. O tema permanece em pauta diante da insatisfação de vereadores com os reajustes anunciados e da expectativa por uma eventual revisão por parte da Prefeitura.

Segundo o presidente da Casa, Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy (PSDB), ainda não há definição sobre a agenda da próxima semana. Ele afirmou que o Legislativo aguarda uma manifestação formal da prefeita Adriane Lopes sobre a viabilidade de alterar os critérios adotados para o imposto antes de avançar com qualquer deliberação.

Executivo aponta entraves para recuo

Durante evento no Paço Municipal, a prefeita declarou que equipes técnicas analisam o tema, mas sinalizou que a retomada do desconto de 20% concedido em anos anteriores é considerada improvável. Conforme o Executivo, a necessidade de reemitir os carnês do IPTU poderia atrasar a arrecadação municipal por até dois meses, o que afetaria o fluxo financeiro da administração.

Câmara e comissão técnica mantêm pressão

No Legislativo, a comissão técnica criada para acompanhar as mudanças no IPTU avalia que as tratativas com a Prefeitura não apresentaram avanços relevantes. Diante disso, parlamentares defendem que uma sessão extraordinária seja convocada para votar a derrubada dos decretos que instituíram o reajuste do tributo.

O IPTU de 2026 prevê correção de 5,32%, índice correspondente à inflação medida pelo IPCA-E, além dos efeitos da atualização do Perfil Socioeconômico Imobiliário, que alterou a cobrança de itens como a taxa de lixo para parte dos contribuintes. As medidas têm gerado questionamentos políticos e jurídicos, incluindo pedidos de suspensão da cobrança por entidades representativas.
 

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