O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o cargo na próxima semana para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. A decisão já é considerada praticamente definida por aliados próximos, que passaram a tratar a candidatura como certa nos bastidores políticos.
A saída do ministério marca o início de uma nova fase na estratégia eleitoral do Luiz Inácio Lula da Silva, que busca fortalecer o palanque no maior colégio eleitoral do país. Interlocutores do presidente avaliam que a presença de Haddad na disputa paulista é fundamental para ampliar a mobilização política e garantir competitividade no Estado.
Antes do lançamento oficial da candidatura, Haddad deve tirar um breve período de descanso e, em seguida, iniciar a articulação da chapa que disputará o Palácio dos Bandeirantes. Nos bastidores, o ministro tem defendido que o nome escolhido para a vice-governadoria seja alguém de sua confiança.
Entre as possibilidades para compor a aliança eleitoral, estão as ministras Marina Silva e Simone Tebet, que são cotadas para disputar o Senado por São Paulo. Para isso, ambas teriam que mudar de partido e ajustar o domicílio eleitoral no Estado.
A candidatura de Haddad ocorre em um cenário competitivo. Levantamentos recentes indicam a liderança do atual governador Tarcísio de Freitas nas intenções de voto, enquanto o ministro aparece como principal nome da esquerda na disputa.









