quarta, 11 março 2026

INSS

há 1 semana

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Amiga de Lulinha recorre ao STF contra decisão da CPMI do INSS

Empresária questiona legalidade de votação que determinou quebra de sigilos; medida foi aprovada no mesmo dia em que atingiu o filho do presidente

Atualizado: há 1 semana

Ricardo Prado

A empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ingressou nesta terça-feira (3) com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que determinou a quebra de seus sigilos.

O pedido foi protocolado por meio de mandado de segurança e direcionado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. A defesa sustenta que a deliberação da comissão ocorreu sem debate individualizado sobre as medidas cautelares aprovadas.

Defesa aponta ausência de fundamentação

No documento encaminhado ao Supremo, os advogados afirmam que Roberta é investigada no inquérito que apura supostas irregularidades conhecidas como “Farra do INSS” e contestam o formato da votação realizada pela CPMI em 26 de fevereiro.

Segundo a peça, os requerimentos foram analisados de forma conjunta, sem discussão específica.

“Conforme se extrai da transmissão da sessão de 26 de fevereiro de 2026, a aprovação das graves medidas requeridas pelos nobres integrantes da CPMI foi realizada ‘em globo’, ou seja, 87 (oitenta e sete) requerimentos foram aprovados em conjunto, sem que se tenha dedicado qualquer espaço de debate ou exame específico acerca das medidas cautelares requeridas, as quais foram chanceladas de forma indiscriminada, sem qualquer fundamentação”, diz a defesa da amiga de Lulinha.

A quebra de sigilo da empresária foi aprovada na mesma sessão que autorizou medida semelhante contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Tentativa de anulação no Congresso

Após a deliberação, parlamentares governistas recorreram ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), em busca da anulação da votação.

Na terça-feira (3), porém, Alcolumbre decidiu manter a decisão da CPMI, preservando as quebras de sigilo de Lulinha e dos demais investigados.

Com o recurso ao STF, caberá agora à Corte analisar se houve irregularidade no procedimento adotado pela comissão parlamentar.

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