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Política

há 4 horas

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Aliança em torno de Flávio ganha força em MS e mira ampliar votação no segundo turno

Encontro entre Reinaldo Azambuja, Eduardo Riedel e Tereza Cristina com o candidato do PL reforça mobilização de lideranças sul-mato-grossenses

A disputa presidencial entra em uma nova fase em Mato Grosso do Sul com a mobilização das principais lideranças políticas do Estado em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Na manhã desta quarta-feira (7), o candidato recebeu em Brasília o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL), o governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e a senadora Tereza Cristina (PP).

O encontro sinaliza o fortalecimento da aliança para o segundo turno e a intenção do grupo de transformar a força eleitoral obtida nas disputas estaduais em uma votação ainda maior para o candidato do PL. A reunião foi divulgada por Reinaldo Azambuja nas redes sociais. Ao publicar a fotografia ao lado de Flávio, Riedel e Tereza Cristina, o senador eleito resumiu o posicionamento do grupo: “Agora é união total por Flávio Bolsonaro e pelo Brasil. Somos todos 22.”

Meta é ampliar vantagem no Estado
Entre as estratégias discutidas pelas lideranças está a tentativa de elevar a votação de Flávio Bolsonaro para aproximadamente 70% dos votos válidos em Mato Grosso do Sul. No primeiro turno, o candidato do PL obteve 58,60% dos votos válidos no Estado. A avaliação do grupo é de que existe espaço para crescimento, principalmente entre eleitores que votaram em candidatos aliados nas eleições estaduais, mas escolheram outro nome na disputa presidencial.

O desempenho dos principais integrantes da aliança ajuda a explicar a aposta. Eduardo Riedel foi reeleito governador com 67,07% dos votos válidos, enquanto Reinaldo Azambuja conquistou uma das vagas ao Senado com 903.554 votos. A orientação agora é concentrar a atuação política na eleição presidencial, com maior presença nos municípios e mobilização das bases eleitorais.

Abstenção também preocupa
Outro ponto considerado estratégico é a redução da abstenção no segundo turno. No primeiro turno, Mato Grosso do Sul registrou um índice elevado de eleitores que não compareceram às urnas. Para Reinaldo Azambuja, recuperar parte desse eleitorado pode representar uma diferença importante na votação final.

“Nosso comprometimento agora é com o segundo turno, em diminuir a abstenção. O foco total de todas as lideranças de Mato Grosso do Sul é a eleição de Flávio Bolsonaro, ampliando a vantagem por aqui”, afirmou o senador eleito. A intenção é levar a mobilização para as cidades do interior e aumentar a participação dos eleitores que não votaram na primeira etapa da eleição.

Conversas sobre o futuro também avançam nos bastidores
Enquanto o discurso público permanece concentrado na eleição, as movimentações políticas também alimentam especulações sobre a formação de um eventual governo federal em caso de vitória de Flávio Bolsonaro. Reinaldo Azambuja e Tereza Cristina aparecem entre os nomes lembrados nas conversas de bastidores para uma possível participação em um futuro ministério. Neste momento, a prioridade declarada pelas lideranças é outra: ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul e reduzir a abstenção no segundo turno.

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