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Política

há 18 horas

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Mendonça autoriza PF a abrir um novo inquérito sobre Lulinha

O objetivo da investigação é apurar se o filho do presidente teria utilizado sua influência junto ao governo federal para facilitar o acesso de empresários a órgãos públicos em troca de pagamentos.

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou nesta sexta-feira (31) a abertura de um novo inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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A nova investigação é um desdobramento de um inquérito já em andamento, que apura a suposta atuação de Lulinha em favor do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", em negociações relacionadas à venda de cannabis medicinal ao Ministério da Saúde.

Desta vez, a PF pretende investigar a suposta atuação de Lulinha para beneficiar um empresário interessado em fechar negócios com a Dataprev, empresa pública responsável pela tecnologia e pelo processamento de dados da Previdência Social. Vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a estatal administra, entre outras informações, a base de dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a Polícia Federal, o objetivo da investigação é apurar se o filho do presidente teria utilizado sua influência junto ao governo federal para facilitar o acesso de empresários a órgãos públicos em troca de pagamentos.

Este é o segundo inquérito autorizado por André Mendonça contra Lulinha. No último dia 30, o ministro já havia determinado a abertura de uma investigação para apurar suspeitas de tráfico de influência em favor de Antônio Carlos Camilo Antunes, também relacionadas a negociações com o Ministério da Saúde.

Inicialmente, o pedido da PF foi encaminhado à Presidência do STF com a sugestão de distribuição livre entre os ministros da Corte. No entanto, a presidência decidiu remeter o caso ao gabinete de André Mendonça, por considerar que os fatos têm conexão com as investigações sobre as fraudes no INSS, que já estão sob a relatoria do ministro.

Com informações de UOL.

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